Qual o melhor plicômetro?

Por André Lopes


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Uma das grande dúvidas que ronda nossa vida de avaliador da composição corporal é: qual o melhor equipamento para fazer a medida das dobras”? Em minhas aulas e palestras que tratam do assunto composição corporal eu abordo esse assunto. Faço a pergunta (para interagir): “qual aparelho para medir dobras é o melhor”? Quase sempre o SILÊNCIO prevalece (risos).

Então mudo a pergunta: “qual aparelho para medir dobras DISSERAM para vocês que é o melhor”? Quase sempre a resposta é; LANGE!

Mas pergunto qual motivo foi usado para sustentar tal afirmação? “minha professor(a) disse que é o único aparelho que pode ser usado para PESQUISA”.  Isso realmente é uma bobagem muito grande. Não existe NADA na literatura que sustente tal afirmação.

O Lange exerce menos pressão nas dobras cutâneas, ou seja, superestima a quantidade de gordura dos avaliados (Schmidt e Carter, 1990). Sujeitos avaliados com Lange geralmente vão apresentar MAIS gordura corporal, e isso devido ao equipamento e não a realidade da composição corporal do sujeito. A idealização do Lange em 1962, infelizmente, não respeitou as normas de engenharia para fabricação de plicômetros estabelecidas por Edwards e colegas em 1955 (Edwards, Hammond et al, 1955).

Se você tem interesse sobre avaliação física clique aqui e ouça esse podcast!

Regras de fabricação de plicômetros:

♦ Pressão das molas deve ser constante (8-10 g/cm2);

♦ Área superfície de contato na pele deve ser padronizada (90 mm2).

♦ Distância entre o pivô e área de contato com a pele deve ser padronizada (15.6 cm).

♦ Posicionamento das molas deve ser em ângulo para compensar a Lei de Hooke (Lei de Hook diz que a tensão de molas aumenta conforme sua distensão, como a pressão deve ser constante, as molas devem estar em ângulo para manter a pressão constante compensando a lei de Hook).

VER SOBRE HOOK >>>> LINK<<<<

Estou trazendo para que possam ler um artigo em PORTUGUÊS para que possam ler e tirar suas próprias conclusões sobre isso. Os autores testaram o LANGE x CESCORF  para ver como acontecia a compressão de dobras cutâneas.

Para esse estudo foram testados 259 sujeitos do sexo masculino (23,3 ± 2,9 anos). Foi medido em cada participante nove dobras cutâneas  (abdominal, ilíaca, sub-escapular, tricipital, bicipital, axilar média, peitoral, coxa media, e panturrilha) pelos compassos Lange (norte americano) e Cescorf (brasileiro), com resolução de 1,0 e 0,1 mm, respectivamente.

Os resultados mostram quem houve diferença significativa na comparação entre os compassos em TODAS as de DOBRAS investigadas (1,8 a 31,0%), sendo os MAIORES valores determinados pelo compasso Lange (p < 0,01).

Professor Andre, tenho uma pergunta:

“isso pode dar diferença quando transformamos as dobras em % de gordura”?

Ótima pergunta, quando esses valores foram aplicados a quatro diferentes equações preditivas, desenvolvidas por diferentes pesquisadores, a estimativa da gordura corporal em % foi significantemente modificada (p < 0,01), resultando em diferenças de 5,2 a 6,9%.

Com base nesses resultados a utilização de diferentes compassos pode maximizar os erros de estimativa produzidos por diferentes equações preditivas empregadas para a análise da composição corporal. E o LANGE passa a ser um equipamento mais caro, com menor resolução (1,0 mm) e que superestima a gordura corporal.

Leia o artigo original: >>>>>>LINK<<<<<<<


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foto andre rostoDr. Andre Lopes
PhD em Ciências do Movimento Humano.
Instrutor da International Society for the
Advancement of Kinanthropometry (ISAK)