7 dicas para escrever seu trabalho de conclusão de curso

7 dicas para escrever seu trabalho de conclusão de curso

Por Yuri Motoyama

A escrita científica é uma das formas mais interessantes de se compor uma redação, pois sua natureza exige clareza e assertividade. Quando você escreve um trabalho de conclusão de curso, dissertação, tese ou artigo não pode ter espaço para mistérios ou a famosa “encheção de linguiça”.

Em primeiro lugar, eu digo que isso nem pode ser restringido apenas à redação científica e sim generalizado à forma como nos comunicamos no cotidiano. O ponto é: o brasileiro é prolixo! Falamos muito para dizer pouco!  Isso reflete na forma como escrevemos cientificamente que por consequência vai gerar um problema de grande escala quando pensamos na divulgação de informações relevantes aqui no país.

Agora uma pergunta: você costuma utilizar qual tipo de fonte para se manter atualizado? Livros? Textos pela internet? Artigos?

Conversando com muitos profissionais da área que atuo, vejo que poucos recorrem a artigos por dois motivos. São em uma língua estrangeira e tem a “fama” de serem muito complicados. Mas faça um teste, pegue um artigo de uma revista de qualidade da sua área e leia.

Por exemplo, meu orientador (como exercício) pediu para que lêssemos artigos da Science e Nature. Revistas de alto impacto científico. Eu já fui com um pé atrás achando que não ia entender nada. Fui ler um artigo sobre “água em marte”. Para minha surpresa, me deparei com uma escrita agradável, dinâmica e completamente digerível (considerando que era de uma área completamente diferente  da minha).

Se você quer trabalhar produzindo textos científicos e gosta da área acadêmica, sugiro o texto do professor Gilmar Esteves clicando aqui.

Bom, pensando nisso separei alguns pontos interessantes de um autor que me abriu as portas para essa forma de repensar a comunicação.

7 dicas para você usar em seu trabalho de conclusão de curso, monografia, tese, dissertação ou artigo.

  1. Construa frases lógicas e objetivas, o conhecimento científico (e eu me permito expandir para a comunicação em geral) é caracterizado pelo discurso lógico (objetivo). E é isso que o diferencia da arte, por exemplo, que passa os conteúdos de forma subjetiva.
  2. Palavras simples: o consumo da ciência não deve gerar dúvidas. Seja claro na apresentação das suas evidências e não fique procurando no dicionário termos para deixar seu texto mais “intelectual”.
  3. Frases curtas e sintéticas: Quanto maior a frase, mais vai exigir de uma perfeita estruturação lógica. Frases curtas promovem ao leitor facilidade de ir absorvendo sua ideia e ponderar sobre cada informação. Muitas vezes já li parágrafos tão grandes que no final já havia esquecido o começo.
  4. Elimine redundâncias: Não repita informações, o leitor está com o seu texto em mãos. Ele pode ir e voltar no momento que sentir necessidade.
  5. Tempo verbal consistente: A redação final não deve ser toda construída toda no mesmo tempo verbal. Tempos verbais diferentes indicam sua intenção em cada momento do texto.
  6. Voz ativa (discurso direto): Como estamos falando de reportar fenômenos de causa e efeito, é fundamental mantermos o foco que o sujeito é a causa da ação (ele atua sobre algo). Então se possível prefira ordenar as frases em sujeito->ação->efeito.
  7. Frases reunidas em parágrafo: Não existe parágrafo longo nem pequeno. Uma vez fui questionado sobre um texto com um parágrafo muito longo e cansativo. Porém, o que dá a pausa para esse descanso no texto é a pontuação e não o tamanho do parágrafo. Não se limite pelo tamanho do parágrafo e sim pela ligação das ideias que estão contidas nele.

Tópicos retirados do livro “Bases Teóricas para Redação Científica” do autor Gilson Volpato.

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Gostou, então dê uma espiada em www.gilsonvolpato.com.br


Referência

VOLPATO, Gilson Luiz. Bases teóricas para redação científica… por que seu artigo foi negado?. UNESP, 2007.