Cargas externas e cargas internas do treinamento: Já parou para pensar nisso?

Por Prof. Rodrigo Gianoni

O processo de treinamento pode ser elaborado através de uma relação entre dose (treinamento) resposta (desempenho) (Lambert & Borresen 2010). Com isso o exercício físico desencadeia uma série de adaptações funcionais e estruturais no organismo que podem interferir diretamente no desempenho físico, ou comprometer-lo (Faria, Parker & Faria, 2005).

Essas repostas adaptativas, mesmo que reversíveis, acontecem quando o indivíduo é submetido a situações estressoras como por exemplo o exercício físico, acontecendo de forma intensa ou não. As sessões de treinamento desencadeiam alterações nas respostas alostáticas do organismo (Mcewen & Wingfield, 2003), podendo maximizar os efeitos do ganho de força, por exemplo. Quando essas respostas alostaticas são suprimidas em consequencia de uma recuperação inadequada são denominadas sobrecargas alostaticas, assim podendo prejudicar a maximização da performance. Assim, na literatura do treinamento de força, observamos a preocupação na prescrição do treinamento a partir da carga externa e nunca da carga interna, aumentando os ricos de uma sobrecarga alostatica, e a não variabilidade entre microciclos, consequentemente possibilitando a não aquisição de desempenho.

Uma das formas para o monitoramento das cargas internas no treinamento de força é feito através dos valores da PSE x o número de repetições, numero de repetições x sobrecarga utilizada (Mc Bride 2009). Dessa forma fica mais facil para uma obervação quantitativa da variabilidade entre microciclos denominados leve/pesado (Banister et al 1975 & Brown D.D 2000) assim aumentando as chances de melhor desempenho.

Ai vai a pergunta: Será que mesmo com a variabilidade das cargas externas, conseguimos variar as cargas internas? Somente com a prescrição da carga externa, conseguiremos quantificar microcilos leve/pesado?


  • Yuri Motoyama

    ok

  • FERNANDO COSTA BAIA

    Professor brilhante podcast…

    Porém haja a necessidade de estar monitorando as cargas internas diariamente.. De certa forma durante a periodização utilizar métodos de treinamento de alta intensidade no qual levaria o individuo á um possível estresse talvez cronico, o que iria danifica os vasos sanguíneos nas artérias coronárias, podendo levar a aterosclerose em virtude da obstrução dessas artérias.
    Portanto qual seria o limiar para esta monitorando essa carga interna…

    • Yuri Motoyama

      Oi Fernando! Não entendi direito sua pergunta. Não acredito que o treinamento de alta intensidade danifica os vasos sanguíneos e nem leva a aterosclerose. A estratégia de monitoramento serve para “monitorar” as cargas internas de treinamento e ver dentro de uma periodização como aquele indivíduo respondeu a carga externa imposta. Pensando na sua pergunta (se entendi) seria calcular o nível de monotonia. Essa seria uma forma de ter um limiar para prescrição de exercício. Abraço e agradecido pelo comentário!