Ética profissional na saúde: 5 idéias para pensar sobre sua profissão!

Por Yuri Motoyama

Esses dias eu estava conversando com um professor amigo meu sobre ética profissional e começamos a refletir sobre o comportamento dos professores nas academias. Vejo uma infinidade de professores que a meu ver não tem a “pegada” para trabalhar atendendo pessoas. E também não estou criticando (vemos isso acontecer em qualquer área). Se você está terminando o ensino médio e está pensando em ir para alguma área da saúde veja se você se enquadra nesses pontos:

  1. Gostar de ajudar pessoas. E não estou falando isso “educadamente” e sim se você tem um perfil no qual você se sente bem ao ajudar alguém. Trabalhar com pessoas, antes de qualquer coisa, é você prestar um serviço à outra pessoa e se sentir bem em “fazer a outra pessoa se sentir bem”. Isso é fundamental.
  2. Se preocupar com outras pessoas. Trabalhei um tempo com terceira idade, e foi um dos trabalhos mais recompensadores que eu tive. Depois de um tempo sabe o que eu reparei? Eu tratava as minhas “mocinhas” (como costumava as chamar) como se fossem minhas avós. Reparei que educadores bons são os que tratam seus alunos como filhos, médicos bons são os que tratam seus pacientes como parentes, e assim por diante. Você realmente se preocupa com seu aluno ou só é um instrumento para passar um treinamento?
  3. Não ter expectativas (nem preconceitos) sobre os outros. Muitas vezes você vai atender alguém que é super animado, falador, sorridente e depois de uns dias vai ser uma sombra sua na sala. Também você pode ter um aluno que tem a cara fechada como uma carranca e depois de um tempo ele até se tornar seu amigo fora do trabalho. Você vai ter que atendê-los da mesma forma (seguindo os passos 1 e 2).
  4. Todos seus clientes (alunos) não são parceiros em potencial para curar sua solidão. Não digo que nunca vá acontecer de você se apaixonar por uma aluna (conheci minha esposa na academia, rs). Porém, não trate bem uma pessoa porque ela te chamou a atenção, ou é a mais gata da sala ou é o garanhão do horário. Pra você que está sob o “encanto do cupido”, a impressão que tem é que você está trabalhando normalmente como um dia comum. Para as outras pessoas da sala que estão te observando, você está segundo o aluno o tempo todo, com cara de idiota e suspirando a cada gesto do aluno. Cuidado para não ser o professor pegador, porque essa é uma imagem que uma vez adquirida nunca mais vai sair. Hoje pode até ser legal ser o pegador(a), porém daqui uns anos quando você estiver tentando se consolidar como profissional isso vai te atrapalhar muito! Se tem dificuldade siga os passos 1, 2 e 3 como leis.
  5. Lembre-se que você não é uma formiga operária que vive 2 meses. Existe uma coisa chamada “futuro”. E nesse “lugar misterioso chamado futuro”, você vai querer estar bem financeiramente, ter uma reputação, construir uma família e curtir a vida (só que de outra forma). Só tem uma forma desse futuro dar certo, observando MUITO seu comportamento hoje.

Então, você se considera um profissional bom? Você deixaria sua mãe, avô ou irmã nas mãos de um profissional igualzinho a você? Se não deixaria, reveja os 5 passos…

Isso porque eu nem falei propriamente sobre ética profissional (entre seus colegas de trabalho).

Se quiser ler outro post que fiz sobre ética profissional na saúde, clique aqui.
Agora, se quiser dar um pouco de risada e ouvir o lado bom de se trabalhar com saúde, clique aqui! (mas tem que ouvir até o final)


  • Yuri Motoyama

    ok