No brain no gain

no brain no gain
no brain no gain

Por Yuri Motoyama

Há muito tempo dentro das academias, no círculo dos marombeiros, encontramos a expressão “no pain no gain”. Isso sempre me soou estranho, pois eu imaginava aquelas pessoas suando, sofrendo, fazendo dieta, pegando treino do Arnold na internet, tomando anti-inflamatório pós treino (para esconder as dores da falta de inteligência), bebendo mil shakes e cápsulas até passar mal.

Precisamos mesmo disso?

Hoje, nós educadores físicos, ainda encontramos uma barreira enorme dentro de nossas áreas de atuação (principalmente academias) por conta da falta de informação que nós mesmos (isso mesmo, nós educadores físicos) deixamos de disseminar para a população. Isso gera “consumidores de saúde” completamente alienados e dispostos a tudo!

Hoje, temos várias situações cômicas dentro das academias nas quais eu destaco:

  • Pessoas treinando o que é mais “gostoso de fazer” e não seguindo o treino proposto pelo professor;
  • Pessoas treinando porque já são alunos (as) muito tempo e tem “experiência”. (Eu vou ao dentista há anos e nunca cheguei no dentista e propus o que era para ele fazer).
  • Pessoas fazendo o treino de outras pessoas, principalmente dos(as) bonitões(bonitonas) da academia.
  • Pessoas fazendo o treino de CELEBRIDADES!! (Essa me faz perder um dia de vida cada vez que eu leio).
  • Pessoas pegando o treino com outros profissionais (que, às vezes, nem são da área).
  • Pessoas usando esteroides.
  • Pessoas treinando em jejum sem instrução.
  • Pessoas treinando de blusa para suar e emagrecer! (!?)

E por aí essa lista vai…

O tema desta postagem é “No brain no gain”, porque o treinamento que dá resultados é uma intervenção que precisa ser extremamente pensada. Não é tão simples assim. Não EXISTE fórmula do sucesso!

Aí eu ouço, “ahhh, aquele cara ficou grandão em um mês, eu vou fazer o treino dele”. Mas se você parar para analisar por uns 3 segundos, no máximo, você verá claramente que o cara usou algum tipo de esteroide e que alguém indicou pra ele dizendo que não faria mal… que é só um “suplemento”.

A utilização de esteroides vai dar resultado até se você fizer polichinelo, nem precisa fazer musculação. Não é o treino! Não precisa estudar anos para montar um treino se você é adepto ao uso de anabolizantes, por exemplo. Qualquer pessoa sem instrução pode te passar um treino qualquer que vai te levar a bons resultados estéticos.

”Ahhh vou copiar o treino da mulher fruta que eu vi no Instagram”. É deprimente, mas ouvimos isso quase todos os dias. Galera, a mulher fruta treina, descansa, fica de pernas para o ar, toma um hormoniozinho e não precisa trabalhar para ganhar a vida (pelo menos enquanto for bonita).

Abram os olhos, consumidores! Infelizmente, estamos cheio de pessoas mal intencionadas que não se importam com vocês. Eles querem é ganhar o dinheiro deles vendendo hormônio, faturar um personal por mês ou ganhar um cliente.

Abram os olhos, professores! A maior parte da culpa dessa confusão que é a nossa profissão, é totalmente nossa. Estudem! Passem as informações corretas. Trabalhem visando a saúde do aluno em primeiro lugar. Não fale mal do treino do seu colega para ganhar um aluno. Não procure informações no Google. Não paquere suas alunas. POSTURA! COMPETÊNCIA! ESTUDO! Não adianta querermos ser um grupo unido sendo que nem falar a mesma língua nós conseguimos.

Nem tudo que está na internet e que passa em programas televisivos  é verdade!

NO BRAIN, NO GAIN, galera!!!

Exijam mais dos seus professores.

Tem curiosidade sobre o cérebro? Clique aqui e ouça esse podcast. Esse com certeza vai te fazer viajar…