Podcast #74 – Qual o futuro da profissão Educação Física?

Olá pessoas!

E nesse podcast especial para comemorarmos mais um ano da nossa profissão (um pouquinho atrasado) fizemos um bate papo diferente. Os professores Yuri Motoyama, Gilmar Esteves e Fábio Rocha comentaram suas opiniões sobre o futuro da profissão Educação Física. Mas para deixar o bate papo mais profundo e reflexivo convidamos profissionais que consideramos muito importantes para dar sua opinião nesse tema que não vai se esgotar nesse episódio.

Profissionais que participaram da discussão

Os nomes estão na ordem de participação do podcast.

  1. Renêe Caldas;
  2. Rosemary Otton;
  3. Rafael Brascher;
  4. Bruno Smirmaul;
  5. Paulo Azevedo;
  6. Laercio Dias;
  7. Leonardo Fortes;
  8. Cleber Guilherme;
  9. Érika Perina;
  10. Cauê Teixeira.

Links citados no podcast

Link do artigo citado pelo professor Rafael Brascher;

Curso de análises de dados Easy-Knowledge;

 

  • Edson

    Como sempre, você levantam discussões de grande relevância!!
    Muito bom esse tema.

  • Lucas Soares

    Durante muitos séculos os seres humanos buscavam erradicar doenças causadas por vírus e bactérias. hoje em dia, luta-se contra doenças comportamentais tais como: hipertensão, diabetes e obesidade, e levando em consideração fatores que os determinam assim como: o sedentarismo, inatividade física e má alimentação. Os profissionais de educação física, levando em consideração que temos inúmeras áreas de atuação, deve-se preocupar em pesquisar e se atentar a novas intervenções precisas para a melhora da qualidade de vida. Levando em consideração que estamos ficando quase que fora de padrão, hoje temos crianças obesas, jovens hipertensos e diabéticos. Então a intervenção deve-se estabelecer desde a escola, atenção básica, clube e academia. A escola ainda é um setor onde a educação física tem grande área de intervenção e pesquisa, porém subaproveitado. As pesquisas apontam que a aula de educação física não gera benefícios por conta da sua duração e frequência, muitas práticas são mal organizadas, sendo a escola um dos principais ambientes de promoção da saúde, logo, porque imagina-se que todos os indivíduos passaram, passam ou passarão pela escola. Dessa forma, uma boa discussão sobre o futuro da nossa profissão, sou acadêmico e também espero ter um bom sucesso. Fico feliz pela discussão e pelo espaço. Abraços!

    • Yuri Motoyama

      Matou a pau Lucas! Também acho que a escola é uma grande cartada quando se fala em educação para saúde. Criar o habito de se movimentar e melhor, gostar disso, deveria ser um dos papeis fundamentais dos profissionais na educação. Valeu mesmo pelo comentário!! Abração

  • Israel Costa

    Tenho acompanhado o podcast mas em especial gostei muito desse debate.

    Sou formado na licenciatura e estou cursando o bacharel. É importante que todos nós profissionais dessa ciência entenda que licenciatura e bacharelado são coisas indissociáveis. Não adianta a gente avançar nas pesquisas cientificas, crescer no mundo acadêmico, tentar promover a saúde atrás do exercício físico, se tem projeto no legislativo que quer acabar com bacharelado e diminuir o espaço da Educação Física na escola. Por exemplo: Na escola, o professor de Educação Física só é obrigatório (efetivamente) no ensino fundamental, porque na educação infantil o pedagogo pode pela brecha na LDB dar a aula do componente curricular movimento que deveria ser de propriedade do professor de Educação Física, que deveria não, é de propriedade do professor de Educação Física. No ensino médio a Educação Física é eletiva, ou seja, o aluno faz se quiser… Como vamos crescer se não alimentamos na escola desde criança, o gostar do movimento ? Porque a criança é hoje o adulto que vai praticar esporte e exercício físico amanhã. Então essa perda na escola é prejudicial, ela muito prejudicial, se formos pensar ao longo dos anos. O RAFAEL e o BRUNO colocaram um ponto importantíssimo a geração do movimento vem perdendo espaço para a geração tecnológica e o governo parece gostar das crianças sedentárias… Boa parte desse empobrecimento na escola, infelizmente é culpa nossa, porque o professor de Educação Física tem dificuldade de colocar em prática o que o MEC pede, existem documentos que norteiam a intervenção, e o professor insiste em jogar a bola na quadra. A cultura corporal de movimento é a chave para as melhorias do componente curricular da Educação Física. A primeira coisa que professor de escola deve fazer é respeitar os documentos do MEC, o RCNEI, os PCN’S e as Orientações curriculares do Ensino Médio. Se de fato os professores seguissem esses documentos não haveria crise na nossa área, quase NUNCA!

    O bacharelado vive um ápice muito bom, de fato, porém isso tem dois pesos, ora, veja a quantidade de blogueiros que se acham no direito de passar treinos para seus seguidores Será que o CREF já aprendeu a lidar com isso ?
    Vemos também um crescimento grande também na produção cientifica em relação aos últimos anos, isso é muito bom porque impõe a sociedade um respaldo de que nossa intervenção é necessária e muito importante para saúde e para o desenvolvimento humano.
    A atuação no mercado também cresceu no ramo fitness, mas sinto que a qualidade do serviço prestado ainda está longe de ser o ideal porque temos uma cultura de acomodação nos cursos dentro das universidades, isso gera um conhecimento empírico enorme.
    Eu acredito que falta um pouquinho de amor pela profissão.

    Mas estamos caminhando para sermos profissionais respeitados, eu acredito que precisamos investir muito em ciência, os nossos cursos precisam valorizar a pesquisa em ambas as áreas, o professor na escola precisa desenvolver inúmeras, milhares hehe metodologias para se trabalhar lá e desenvolver o movimento dos alunos de forma prazerosa e lúdica, se apropriando da cinesiologia da fisiologia e tentar recuperar o espaço que estamos perdendo. No bacharelado precisamos entender como oooo (esqueci o nome) enfim, ele disse que precisamos de repente ter personais para diferentes grupos, precisamos também voltar e nos impor no esporte, desenvolver e entender bema fisiologia do exercício é algo urgente.

    Por fim, só ressaltar que há um projeto no congresso que quer excluir o bacharel, e juntar os dois cursos…Eu sou contra a exclusão do bacharelado ! Na minha opinião é um retrocesso. Sou a favor que as IES ofereçam ambos os cursos e que TAMBÉM ofereçam a licenciatura plena com ambos os currículos com duração de 10 semestres, ou até mais, na minha visão essa medida ajuda muito as pessoas que como eu conversam bem com ambas as áreas.

  • Israel Costa

    Tenho acompanhado o podcast mas em especial gostei muito desse debate.

    Sou formado na licenciatura e estou cursando o bacharel. É importante que todos nós profissionais dessa ciência entenda que licenciatura e bacharelado são coisas indissociáveis. Não adianta a gente avançar nas pesquisas cientificas, crescer no mundo acadêmico, tentar promover a saúde atrás do exercício físico, se tem projeto no legislativo que quer acabar com bacharelado e diminuir o espaço da Educação Física na escola. Por exemplo: Na escola, o professor de Educação Física só é obrigatório (efetivamente) no ensino fundamental, porque na educação infantil o pedagogo pode pela brecha na LDB dar a aula do componente curricular movimento que deveria ser de propriedade do professor de Educação Física, que deveria não, é de propriedade do professor de Educação Física. No ensino médio a Educação Física é eletiva, ou seja, o aluno faz se quiser… Como vamos crescer se não alimentamos na escola desde criança, o gostar do movimento ? Porque a criança é hoje o adulto que vai praticar esporte e exercício físico amanhã. Então essa perda na escola é prejudicial, ela muito prejudicial, se formos pensar ao longo dos anos. O RAFAEL e o BRUNO colocaram um ponto importantíssimo a geração do movimento vem perdendo espaço para a geração tecnológica e o governo parece gostar das crianças sedentárias… Boa parte desse empobrecimento na escola, infelizmente é culpa nossa, porque o professor de Educação Física tem dificuldade de colocar em prática o que o MEC pede, existem documentos que norteiam a intervenção, e o professor insiste em jogar a bola na quadra. A cultura corporal de movimento é a chave para as melhorias do componente curricular da Educação Física. A primeira coisa que professor de escola deve fazer é respeitar os documentos do MEC, o RCNEI, os PCN’S e as Orientações curriculares do Ensino Médio. Se de fato os professores seguissem esses documentos não haveria crise na nossa área, quase NUNCA!

    O bacharelado vive um ápice muito bom, de fato, porém isso tem dois pesos, ora, veja a quantidade de blogueiros que se acham no direito de passar treinos para seus seguidores Será que o CREF já aprendeu a lidar com isso ?
    Vemos também, um crescimento grande na produção cientifica em relação aos últimos anos, isso é muito bom porque impõe a sociedade um respaldo de que nossa intervenção é necessária e muito importante para saúde e para o desenvolvimento humano.
    A atuação no mercado também cresceu no ramo fitness, mas sinto que a qualidade do serviço prestado ainda está longe de ser o ideal porque temos uma cultura de acomodação nos cursos dentro das universidades, isso gera um conhecimento empírico enorme.
    Eu acredito que falta um pouquinho de amor pela profissão.

    Mas estamos caminhando para sermos profissionais respeitados, eu acredito que precisamos investir muito em ciência, os nossos cursos precisam valorizar a pesquisa em ambas as áreas, o professor na escola precisa desenvolver inúmeras, milhares hehe metodologias para se trabalhar lá e desenvolver o movimento dos alunos de forma prazerosa e lúdica, se apropriando da cinesiologia da fisiologia e tentar recuperar o espaço que estamos perdendo. No bacharelado precisamos entender como oooo (esqueci o nome) enfim, ele disse que precisamos de repente ter personais para diferentes grupos, precisamos também voltar e nos impor no esporte, desenvolver e entender bema fisiologia do exercício é algo urgente.

    Por fim, só ressaltar que há um projeto no congresso que quer excluir o bacharel, e juntar os dois cursos…Eu sou contra a exclusão do bacharelado ! Na minha opinião é um retrocesso. Sou a favor que as IES ofereçam ambos os cursos e que TAMBÉM ofereçam a licenciatura plena com ambos os currículos com duração de 10 semestres, ou até mais, na minha visão essa medida ajuda muito as pessoas que como eu conversam bem com ambas as áreas.

    • Yuri Motoyama

      Muito bom seu comentário Israel! Fiquei muito feliz pelos feedbacks e discussões iniciadas a partir desse episódio. Certamente vou ler sua mensagens e outras aqui no próximo DNA para que todos nossos ouvintes também ouçam essas excelente colocações. Com relação a junção dos dois cursos de EF acho um retrocesso. É evidente que falamos de dois cursos com conteúdos diferentes em vários momentos. O que eu vejo é que em muitas instituições o currículo não muda muito da licenciatura para o bacharel e eu acho que os cursos deveriam ser mais característicos (cada um indo para sua área) e menos em comum. Abração e agradecido pelo comentário!

  • Marcos Sales

    Olá,so bacharel em educação física, Barbacena, Minas Gerais e já te um tempinho que não comento mais continuo ouvindo o podcast e divulgando.
    Bem eu discordo de alguns pontos falando no ultimo sobre o futuro da nossa profissão, eu achei que se jogou muito o peso da atual situação encima do aluno/profissional e quase isentara as faculdades e o CREFs.
    Vamos lá à ideia de se aplicar prova como e praticado na OAB. Eu sou contra pelo simples motivo que as faculdades não são cobradas. O próprio curso deveria ser este filtro e não formam profissionais não qualificados, a culpa não e do aluno que pagou e foi aprovado, se ele foi aprovado que dizer que ele cumpriu com o que foi cobrado dele. Claro que existe culpa do aluno, mas para cobrar dele tem que primeiro cobrar das faculdades que enriquecem a custas do sonho de muito e entrega um trabalho lixo eu conheço professores formados que eu vi estudar se dedicaram muito passaram com excelentes notas, quando foi atuar muita coisa nunca avia sido abordado com eles.
    Outro ponto que discordo e sobre o profissional que recebe pouco, e fala que e porque ele não se valoriza, bem a graduação é muito cara assim que se forma a pessoa muitas vezes trabalhou em subemprego para paga-la esta com psicológico abalado pro trabalhar em algo que não gosta e ainda ter uma vida de estudo que e puxada, provavelmente adquiriu dividas neste período de curso e é claro que agora que ganhar a vida fazendo o que gosta nada mais justo não? Nesta hora deveria sim cobrar do concelho para estabelecer teto salarial, fiscalizar para que não tenha não formados atuando e para mim uma mudança benéfica seria a extinção do estagio remunerado porque assim teria mercado suficiente para todos os formandos. Porque o preço esta lá embaixo não e só por causo do formado que aceita receber pouco não e também porque estagiário que pega $3 horas aula na sala de musculação, por exemplo, na minha cidade e assim.
    E o caso de o profissional que não se atualiza para mim deveria um pré-requisito para renovação do CREF, que seria apresentação de que em um período estabelecido o profissional fez cursos com no mínimo X horas de carga horaria se não fez não consegue renovar e assim fica sem atuar ate ter feito, mas sem esta de CREF receber mais por esta renovação porque para cobrar ele e ótimo mais entregar o que é obrigação dele nada.
    Obrigado!
    Desculpa pelo comentário gigante.
    Parabéns pelo excelente trabalho

  • Marcos Sales

    Olá meu nome e Marcos Sales, bacharel em educação física, Barbacena, Minas Gerais e já te um tempinho que não comento mais continuo ouvindo o podcast e divulgando.
    Bem eu discordo de alguns pontos falando no ultimo sobre o futuro da nossa profissão, eu achei que se jogou muito o peso da atual situação encima do aluno/profissional e quase isentar as faculdades e o CREFs.
    Vamos lá à ideia de se aplicar prova como e praticado na OAB. Eu sou contra pelo simples motivo que as faculdades não são cobradas. O próprio curso deveria ser este filtro e não formar profissionais não qualificados, a culpa não é do aluno que pagou e foi aprovado, se ele foi aprovado que dizer que ele cumpriu com o que foi cobrado dele. Claro que existe culpa do aluno também, mas para cobrar dele tem que primeiro cobrar das faculdades que enriquecem a custas do sonho de muito e entrega um trabalho lixo, eu conheço professores formados que eu vi estudar se dedicara muito passar com excelentes notas, quando foi atuar muita coisa nunca avia sido abordado com eles.
    Outro ponto que discordo e sobre o profissional que recebe pouco, e fala que e porque ele não se valoriza, bem a graduação é muito cara e assim que se forma a pessoa muitas vezes trabalhou em subemprego para paga-la e já esta com psicológico abalado por trabalhar em algo que não gosta e ainda ter uma vida de estudo que é puxada, provavelmente adquiriu dividas neste período de curso e é claro que agora que ganhar a vida fazendo o que gosta nada mais justo não? Nesta hora deveria sim cobrar do concelho para estabelecer teto salarial, fiscalizar para que não tenha não formados atuando e para mim uma mudança benéfica seria a extinção do estagio remunerado porque assim teria mercado suficiente para todos os formandos. Porque o preço esta lá embaixo não e só por causo do formado que aceita receber pouco e também porque estagiário que pega $3 horas na sala de musculação, por exemplo, na minha cidade e assim.
    E o caso de o profissional que não se atualiza para mim deveria um pré-requisito para renovação do CREF, que seria apresentação de que em um período estabelecido o profissional fez cursos com no mínimo X horas de carga horaria se não fez não consegue renovar e assim fica sem atuar ate ter feito, mas sem esta de CREF receber mais por esta renovação porque para cobrar ele e ótimo mais entregar o que é obrigação dele nada.
    Obrigado!
    Desculpa pelo comentário gigante.
    Parabéns pelo excelente trabalho

    • Yuri Motoyama

      Ótimo ponto de vista Marcos! Ouvindo sua posição eu vejo que realmente jogamos a responsabilidade em cima do profissional (formando ou formado). Mas mesmo assim eu ainda acho que para as estruturas organizacionais mudarem precisamos que os profissionais mudem. Essas suas ideias sobre possíveis funcionamentos para o CREF exigindo horas de atualização ou piso salarial teto são um sonho, mas na minha opinião não podemos ficar esperando a organização mudar e sim tentar mexer nos elos dessa estrutura que são os profissionais.

      Com relação a graduação você está corretíssimo! Eu trabalho como docente em uma universidade particular e estudo em uma universidade federal. Cara, não tem jeito, por pior que o aluno seja o sistema é feito para que “um dia” esse aluno ruim se forme e atue como profissional. Por mais que a graduação cobre, os professores sejam rígidos o sistema permite levar matérias de DP para vários anos, o sistema muitas vezes usa médias para aprovação mais baixas em exames, o sistema permite a realização de matérias reprovadas por avaliações online ou apresentação de trabalhos. No final das contas, se o aluno despreparado tiver um pouquinho de insistência, ele se forma. E isso não é só com educação física não, acontece em todas as graduações.

      Isso é uma discussão muito importante que estamos tendo e espero que isso possa abrir os olhos dos nossos profissionais para que possamos juntos pensar em como podemos nos comportar para exigir uma mudança das organizações que estão “cuidando” de nós.

      Abraço meu amigo e muito agradecido pelo comentário!

  • Ana Andrade

    Yuriiii, Gilmaarrr, Fáááábio!!!!
    Que delícia ouvir a discussão do cast#73.
    Concordo demais com vocês… e só pra variar encaminhei aos meus alunos da graduação.
    Insisto na formação continuada, além de incentivá-los a “passear” nas áreas que são muito próximas à nossa (fisioterapia e nutrição), procurando deixar claro que embora os limites sejam bastante tênues, eles precisam estar conscientes sobre suas atuações e não interferir nas demais profissões.
    Sigamos!
    Grande abraço,
    Ana

    • Yuri Motoyama

      Aninhaaaa que saudade de ver você por aqui!
      Muito agradecido por compartilhar com seus alunos. Acho que a abordagem interdisciplinar só tem a fazer com que a área da saúde se desenvolva (em todos os sentidos). Beijão!!!