Qual será o futuro do professor de musculação?

Por Yuri Motoyama

Esses dias estive conversando com um professor amigo meu sobre o futuro da profissão professor de musculação. Depois que a função “personal trainer” se popularizou, as coisas começaram a tomar outro rumo. As academias que contam com professores de musculação e prezam por uma qualidade de atendimento estão encontrando muita dificuldade de encontrar alguém para ocupar esse cargo.

A hora/aula de musculação, atualmente se encontra como um dos valores mais baixos de todo quadro de aulas de uma academia. Valor que muitas vezes é justificado pelos proprietários como um benefício por conta de ser um valor fixo em comparação com as aulas em grupo onde o professor recebe de acordo com o número de alunos. Outro problema que encontramos é que na sala de musculação o professor tem que montar um treino para cada aluno (isso pensando nas academias que prezam por qualidade de atendimento), tornando essa tarefa viável somente quando o professor leva treino para montar em casa e “trabalha” por várias horas extras, inclusive nos finais de semana.

Clique aqui e veja uma das matérias mais acessadas em 2014, A prostituição do personal trainer.

Frente a esse cenário, o professor de musculação se depara com a proposta do personal. Com 2 alunos, por exemplo, na maior parte dos casos, o professor de musculação trabalha menos tempo comparado as horas na sala de musculação, recebe o mesmo valor (as vezes mais), só precisa se preocupar com 2 treinos e faz seu horário de trabalho. Aí você me pergunta: “Mas se os dois alunos largarem ele? Como ele pagaria suas contas?”. Esse era um questionamento que eu tinha a um tempo atrás, porém hoje eu conheço professores que se dedicam exclusivamente a trabalhar com personal, tem uma renda muito boa e já se adequaram com a rotatividade de alunos. Se o professor tem 10 alunos ele pode se programar com a possibilidade de perder 4, pagar suas contas e se promover para conseguir outros 4 alunos novos.

E agora? Com um número cada vez maior de profissionais se formando, pergunte para algum deles no que querem trabalhar? Com certeza a maioria responderá: – Personal!

Sem contar que é cada vez maior o número de academias franquiadas que estão trabalhando no modelo de baixo custo. Parecido com boa parte das academias do exterior onde o professor está apenas para auxiliar os alunos, porém não pode oferecer total qualidade de atendimento pois está na sala sozinho com 80 alunos. E não é raro você ver um professor de musculação se candidatando para trabalhar na sua academia, já com o olhar nos alunos de maior poder aquisitivo para futuros personais. Já sabe o que acontece depois, não sabe? Ele vai dar atenção somente para esses alunos para depois largar o horário e ficar apenas com o personal.

Isso também acontece com os EXCELENTES professores que temos em sala. Que os proprietários de academia leiam isso! Mas se você tem um professor que termina o expediente suado de tanto que ele andou pela sala, corrigiu alunos, manteve a sala organizada e montou treinamento. Pode ter certeza que esse professor de musculação também vai receber uma proposta boa para personal e vai ficar tentado em largar o horário de musculação para trabalhar menos e ganhar mais.

Clique aqui e ouça o podcast sobre as tendências do mercado de trabalho para Educação Física.

Se ainda quisermos ter academias com as propostas antigas para aulas de musculação, esses profissionais vão ter que ser muito mais valorizados. Seus salários precisam ser reajustados (algumas academias oferecem 5 reais a hora/aula) caso contrário, vai ser um professor diferente por mês até o momento onde ninguém mais vai querer dar aula de musculação.

E a culpa não é dos professores! Nossa profissão já não recebe lá essas coisas comparada com as outras profissões da área da saúde, e não podemos recusar as propostas pra ganhar esse dinheiro que o sistema está nos oferecendo. Um clínico geral ganha em média R$ 6.888,00, um dentista R$ 3.226,00, um farmacêutico R$ 2.575,00, um fisioterapeuta R$ 1.987,00 e o educador físico R$ 1.545,00 (fonte site Catho). Com personal, ele pode entrar na média salarial do médico por exemplo!

Se as academias que optam por trabalhar com o sistema tradicional do “professor dentro da sala de musculação” não reavaliarem esse sistema, vão perder espaço para essas franquias de baixo custo. A profissão “professor de musculação” vai ser substituída por personal trainer e as academias serão apenas locais onde alugamos os aparelhos.

Já parou para pensar sobre isso? Escreva aqui nos comentários sua opinião.


  • pablo a g santos

    eu, como recém formado; me encaixo nesse dilema.

    Só que; na cidade onde vivo; os donos de academia não fazem um pingo de investimentos. Este ano; se eu não for chamado para trabalhar em sala de musculação; largarei definitivamente e entrarei em outros ramos. Organizar a sala, planilha de treino pra mim é fácil, raciocínio lógico. Não sei explicar, é de boa trabalhar.

    Mas percebo que tem coordenador que parece procurar “AQUELE PROFESSOR” que deve ter o “SEGREDO DA ROSCA DIRETA”, passará um treinamento mirabolante pra RETER aluno; sendo que o IMPORTANTE é, justamente, ATENDIMENTO!

    O investimento em atender bem as pessoas NÃO É LEVADO EM CONTA aonde eu vivo. E parece que ainda darão tiros nos próprios pés até acordarem….

    triste…..

    https://www.facebook.com/pages/Pablo-Ant%C3%B4nio-Gomes-dos-Santos/156866827734302?ref=bookmarks

    • Yuri Motoyama

      Então Pablo, infelizmente essa é a realidade de muitos locais. Você não consegue nem um aluno de personal para não ter que lagar a profissão?
      Muitas academias não tem nem critério para contratação de professor, porém é o que você falou. As academias mal preparadas se preocupam muito com os fins porém ignoram os meios.
      Mas tenta construir uma carteira de alunos de personal ou ver uma outra academia aí da sua região que seja melhor para trabalhar.

      Abraço!

  • RafaelSG

    Se o que você falou no seu texto realmente acontecer, os professores de musculação não terão muitos alunos de personal, pois sem estarem empregados não conseguem “se vender” da mesma forma. O que as academias farão é contratar estagiários, com um custo muito inferior a profissionais e sem pagar encargos (que quem não tem empresa nem imagina o peso disso no orçamento, por isso a dificuldade em pagar melhores salários), diminuindo o seu custo fixo e tirando oportunidades dos formados. Além disso, é uma minoria de personais, que como você citou, conseguem ter agenda cheia com rodízio de alunos. Muitos profissionais ainda procuram e estabilidade de um salário fixo e uma carteira assinada, tendo as aulas particulares como um “bico” para aumentar o rendimento. Quanto as academias de baixo custo, elas tem público específico e de maneira nenhuma tomarão conta do mercado, isso não ocorreu nem nos Estados Unidos e nem na Europa, onde já exite este modelo de academia a anos, desde 1992. Hoje elas não somam nem duzentas unidades no Brasil, contra mais de doze mil academias de modelo tradicional. Abraço.

    • Yuri Motoyama

      Olá Rafael! Não sei como funciona onde você mora, mas aqui no litoral de SP os personais até começam suas carreiras em salas de musculação, mas seu maior marketing nem é a presença física em sala e sim a divulgação que os próprios alunos fazem. Todos meus amigos personais que se dedicaram 100% do seu tempo para personal conseguem ter uma agenda cheia por aqui sim, acredito que pelo fato de estarem em outras academias e muitas pessoas observarem o trabalho do professor. Mas um ponto a ser esclarecido aqui é que estou falando de professores tecnicamente excelentes e com postura profissional. O que percebo nos professores que não tem sucesso como personais na maioria das vezes é uma “falta” ética ou técnica.
      Trabalhei muito tempo como coordenador de uma academia, porém não me considero uma pessoa experiente nesse ramo. Concordo que as academias tradicionais nunca deixarão de existir, mas em contrapartida dessas 12 mil academias muitas sofrerão com a concorrência das de baixo custo. Aqui na baixada santista, dezenas de academias pequenas (com 2 salas no máximo) fecharam as postas com a chegada ou de franquias grandes (academias que oferecem tudo) ou as de baixo custo. As academias que sobreviveram, acabaram sendo as de médio porte que já tem uma clientela fixa e condições financeiras para se segurar nos períodos mais críticos. Acho que esse número de academias de baixo custo que você citou pequeno. Somente a smart fit tem 130 unidades.

      Abraço chefe!

  • Henrique Fabiano

    Caraca, eu estava pensando exatamente o que essa matéria descreveu muito bem!
    E ainda vou mais alem, o mercado de profissionais de EF inchou tanto, que um dos primeiros ramos a sentir foi o professor de musculação, o profissional da academia, isso num longo prazo traz uma visão horrível a esse profissional e péssima ao personal, pois a extinção do professor de musculação é iminente (visto que as academias não investem nem em atendimento nem no profissional) e o próximo da lista, o sucessor é o personal.
    Lei de oferta e procura, muita gente procurando e muitíssima gente oferecendo, o preço vai la embaixo, logo não será vantajoso nem se tornar personal! Triste situação….aos meus amigos espero estar enganado!!

    • Yuri Motoyama

      Esse problema sobre personal é um fato triste que também presencio aqui onde moro. Se puder dê uma lida no texto “a prostituição dos personais” que comentei um pouco disso. Esse é um problema que só vai ser resolver quando existir uma postura profissional. Quando os profissionais educadores físicos realmente entenderem sua importância, sua posição e começarem a olhar para o próprio trabalho em vez de ficar competindo com o professor vizinho. Abraço!

  • emanoel

    Boa tarde,eu vejo muito disso também, porém esse assunto é complica em vários sentidos, pelo lado dos donos das academias, pelos profissionais pelo tipo de mercado etc. Porém vejo que senão tivessem academias para trabalharmos ou esses lugares para pessoas se exercitarem só trabalharíamos nas escolas e as pessoas só se exercitariam na fase escolar e depois não mas. isso já levando em consideração que elas mal se exercitam dando a desculpa que saúde é sinônimo de dinheiro ou cargos altos na empresa que ocupa seu tempo todo.
    tenho certeza que somos mais que isso. temos que trabalhar na área que gostamos e que conseguimos ter nosso dinheiro e sempre procurar o melhor e reclamar nos unir quando isso não está bem e somos diferenciados das outras profissões de ensino superior.
    O profissional deveria começar talvez a pensar em abrir uma academia dentro dos padrões que ele acha correto junto com outros que pensão o mesmo. Se nos formaríamos, faríamos um mestrado ou doutorado e depois os outros fariam isso é ai? as faculdades tendo vários acadêmicos e o mercado com poucos profissionais.

    • Yuri Motoyama

      Olá Emanoel! Também defendo que as coisas acabam dando certo quando estamos trabalhando com o que gostamos. Com relação a abrir uma academia é muito complicado (já trabalhei como coordenador em uma) e para não ser uma experiência frustrante o professor tem que ter uma bagagem administrativa, jurídica e organizacional. Infelizmente não temos instrução nas graduações para tal empreitada, por isso acho bem difícil um professor ter sucesso com uma academia (e bato palmas para os que encararam e conseguiram).

      Com relação aos acadêmicos, não é porque se tem um mestrado ou doutorado que o profissional se retira do mercado para somente dar aulas. Acho que a carreira acadêmica acrescente muito na prática profissional. Sou mestre e ainda dou minhas aulas e conheço muitos amigos que não foram para a área acadêmica. Sabe, eu acho que o profissional que pega um título de doutor por exemplo, e parte somente para docência, perde a essência daquela ciência. A carreira acadêmica não necessariamente tira o professor da prática.

      Abraço professor!

  • bamboo

    essa sua matéria é um misto de algumas verdades e muitas informações equivocadas,a profissão personal tbém vem se popularizando bastante,logo com muitos profissionais chegando ao mercado muitos deles se “prostituem” e trabalham de personal por valores que chegam a ser aviltantes….(muito baixos) para vocês terem uma ideia do que estou dizendo aqui mesmo na minha região ” baixada santista” virou moda o treinamento funcional,logo todo mundo dá treinamento funcional cobrando acreditem 10 reais por treinamento……e se pensarmos nessa faixa salarial que o colega postou em sua matéria que os personais podem alcançar que fique bem claro que isso é uma realidade para pouquíssimos profissionais,pois a grande maioria dessa nova classe média que está contratando os professores como personal tbém “regateiam” o valor a ser pago o máximo que podem,e podem ter certeza que no primeiro aperto financeiro que esses clientes tiverem se eles tiverem que escolher entre pagar a TV A CABO a ESCOLA DAS CRIANÇAS,O CONDOMÍNIO tec…..e o personal podem ter certeza que o personal vai ser o primeiro a “rodar” !!!! triste realidade e não quero nem entrar no capítulo CREF que ao invés de lutar pela categoria só faz nos extorquir,achacar ameaçar e caçar, só pensam em arrecadar !!!!
    enfim estamos entregues a própria sorte 🙁 triste realidade.

    • Yuri Motoyama

      Olá bamboo! Acho que estamos entregues a nossa própria competência e não sorte. Esse é um ponto de vista meu, não acredito em sorte. Como um amigo meu disse uma vez “quanto mais estudo, mais sorte eu tenho”. Esse lance da prostituição é uma realidade cada vez maior, mas cabe a você escolher se vai entrar na dança ou não. Vejo muitos professores que recusam propostas de valor baixo e depois de um tempo acabam pegando um cliente que pague o que o serviço deles vale. Aí vale mais a pena ter 1 personal que pague 1200 reais do que ter 3 alunos que paguem 400. Isso que você falou sobre o corte de gastos acontece mesmo, ainda não somos (e nem sei se vamos ser um dia) prioridade na lista de contas. Uma coisa que eu vejo que falta muito nos profissionais é a autopromoção. Isso em parte é culpa da graduação, pois temos marketing como disciplina e não aprendemos nada de útil. Acho que um profissional bom, ético e que saiba vender o seu produto consegue ter alunos fixos e rotativos a ponto de não perder todos em um mês e ficar sem remuneração. Como falei, conheço vários professores que vivem exclusivamente (tem filhos e sustentam uma casa) somente com personal. Abraço mestre e agradecido pelo comentário!

      • Leonardo Carvalho

        Concordo com cada citação professor, e o Marketing na graduação heuahueahue que desilusão, crentes que ia aprender autopromoção, pusts me ferre, não aprendi nada que prestasse, lembro de um trabalho que era pra falar sobre o lançamento de um tênis.

      • Diogo Querol

        Eu como praticante de musculação acho o seguinte. Temos entender que contratação de um professor de educação não é uma necessidade básica nem prioritária. A pessoa tem estudo, alimentação, transporte, moradia, médico, dentista como necessidades fundamentais. As secundárias são lazer, viagens, esportes… e nesse último se inclui o professor de educação física. Vivemos em um país onde poucas pessoas tem acesso completo às necessidades ditas básicas o que dirá às secundárias. Então, nem todo mundo está disposto a sacrificar um lazer ou entretenimento pra pagar um personal. Aqueles poucos que sobram no final do mês até pagam, mas ninguém vai sacrificar um dentista ou um médico pra pagar personal. Estou sendo franco, desculpe pela sinceridade, mas é a realidade de muitos. Não podemos comparar um salário de um médico ou dentista com o profissional de educação física justamente pelo grau de necessidade que as pessoas tem de contratar cada profissional. Se eu ficar doente eu vou fazer qualquer sacrifício pra contratar um profissional que me recupere.

        • Yuri Motoyama

          Entendo seu ponto de vista Diogo e esse ponto de vista é compartilhado por muitos! O que ainda nos falta entender é a forma de atuação das profissões da área da saúde. Não concordo com a divisão de saúde primária e secundária, para mim saúde é saúde e sempre terá um contexto primário. A Educação Física (exercício físico) ainda é confundido com esporte e esse é um problema conceitual da profissão. Mas para te dar um exemplo, você prefere ter uma academia com um professor para cuidar da sua saúde por 10 anos ou ficar recebendo orientação inadequada e ter osteoporose na velhice? Você prefere não ter acompanhamento de um profissional de nutrição e ed. físca ou prefere gastar $$ depois com traatamento para diabetes? Você prefere ter acompanhamento de um profissional ou ter uma lesão na coluna que reduza muito sua qualidade de vida por má execusão de movimento? Países de primeiro mundo já gastam muito mais dinheiro com programas de incentivo a atividade física orientada pois isso sai muito mais barato do que gastar com medicamentos e tratamentos. Ainda a melhor opção é prevenir. Abraço e agradeço pelo comentário!!

          • Diogo Querol

            Concordo contigo que a prevenção é sempre o melhor caminho. Mas no Brasil as pessoas tem a cultura de ir à academia pensando apenas em estética. Muito raro se ver alguém procurando um profissional da área porque que está preocupado com prevenção de saude. As pessoas querem resultados estéticos imediatos. Muitas delas recorrem a uso de anabolizantes e suplementos pra tal fim. O que muitas vezes sacrifica o dinheiro pra pagar um personal. O que mais vejo em academia é cara metido a bombado que acha que sabe malhar e não precisa de acompanhamento profissional. Eu malho há mais de 15 anos. Sem parar há uns 5. Sempre peço pro professor montar meus treinos. Noto, às vezes, até uma certa má vontade de alguns rsrsrs. Presumo que eles não gostem de fazer série. Querem que eu pague um personal. Tudo bem , concordo que ganhar 1600 reais pra ficar numa academia é pouco. Mas voltando pro meu ponto de vista, que me desculpe a sinceridade, mas já pago a academia que na propaganda me oferece professor. Como já falei, eu malho há 5 anos direto e há mais de 15 intercalado. Sei que não sei de muita coisa mas a execução dos exercícios eu busco fazer adequadamente. As vezes eu pago um profissional pra montar uma série e me acompanhar, mas direto eu acho meio gasto desnecessário. Acho que quem tá iniciando com certeza tem que pagar, mas quem já tem uma certa experiencia não vejo necessidade. Contudo, nunca monto as minhas séries. Sempre peço a um profissional pra fazê-las pra mim. Acho idiotice o cara que monta as próprios series baseado em site de hipertrofia ou na própria cabeça. Ninguém melhor que um cara que estudou 4 anos e que vive disso fazer um treino pra mim.

          • Eliana Fernandes Rocha Jump

            Exatamente…excelente.

        • Eliana Fernandes Rocha Jump

          Engraçado porque o profissional da área de educação física justamente ajuda as pessoas a se prevenirem o maximo da necessidade de um médico, porque praticando exercícios as chances de adoecer de fatores relacionados a obesidade, e envelhecimento acabam diminuindo muito, pois a pratica de exercícios físicos de forma regular e orientada(por quem…? pelo professor/ personal)…ajuda muito na prevenção de doenças muito comuns hoje em dia…e não apenas previne…como tabém a pratica de atividades física auxilia no tratamento dessas doenças..(diabetes, hipertensão, AVC, algumas doenças coronarianas…)…portanto o professor de educação física deveria sim ter o mesmo piso salarial , ou equivalente, a outros profissionais da área da saúde, porque ele trabalha com tratamento e prevenção de varias doenças, evitando e muito que a maioria das pessoas venham a precisar tanto de um médico, farmaceutico… ou fisioterapêuta, o professor de educação física nao atua apenas na área estética em se tratando de atividade/ exercícios físicos, ele também trabalha com tratamento, prevenção de varias doenças comuns hoje em dia, e melhora de qualidade de vida.

          • Yuri Motoyama

            Assino embaixo!

          • Ricardo X. da Costa

            Concordo em gênero, número e grau. Em alguns países de “primeiro mundo” o profissional que trabalha com a profilaxia é muito valorizado por seu trabalho evitar transtornos de saúde e mentais, aprimorando os sistemas de manutenção da saúde, aprimorando nosso sistema neurológico para trabalhos físicos e mentais (disposição e melhor execução de tarefas motoras e melhora da memória), e uma série de outras beneces. Qualquer profissional da saúde bem preparado pode elaborar um rol enorme de motivos para justificar o porquê de profissionais que trabalham com aprimoramento e profilaxia, neste caso Educador Físico, devem ser valorizados.
            O que nos cabe é divulgar os benefícios diretos e indiretos par valorizar nosso trabalho; diretos: melhora da saúde física e mental como um todo, e indiretas: evitar transtornos de saúde, física e mental ao longo dos anos, diminuindo consideravelmente gastos com saúde (médicos, remédios e outros profissionais) e afastamentos indesejados de suas atividades diárias.
            Obs.: Tenho muita gratidão em falar de nossa área de atuação e torço que consigamos transmitir para todos em nossa volta o quão melhor nossa vida se torna quando atrelada a prática de exercícios físicos corretamente elaborados.

            Abraço a todos
            Ricardo X. da Costa
            Educador Físico, Consultor e orientador de Treinamento Personalizado (Personal Trainer)
            em Porto Alegre/RS
            ricardo.xcosta75@gmail.com

          • Yuri Motoyama

            É muito legal receber esses feedbacks e saber que existem muitos professores no Brasil com essa visão da profissão!

    • Diogo Querol

      Cara, não existe esse negócio de um profissional se “prostituir”. Numa sociedade capitalista o que impera é a lei da oferta e demanda. Se há uma oferta maior de profissionais de educação física que uma demanda por esse serviço então obviamente os preços tendem a cair.

      • Yuri Motoyama

        Fala Diogo! Eu ainda acho o capitalismo é mais que oferta e demanda. Penso sempre em valor agregado e valor real. Qual o valor real de um tênis da nike (pensando no material utilizado e despesas envolvidas) e qual é o valor agregado a esse produto pela marca, marketing e percepção desse valor construído pelas pessoas. Por isso independente da lei da oferta e da demanda o personal trainer da angélica não vai cobrar a mesma coisa do recém formado. Mas acho que não usei a palavra certa para descrever o atitude que existe muito hoje em dia que é um personal querer roubar o aluno do outro abaixando o preço. Acho que isso não é uma briga justa, para as pessoas que não tem informação acham que todos os profissionais são iguais e o melhor mesmo e pagar pelo mais barato. Novamente caímos no mesmo ponto que é “quanto vale um profissional que vai cuidar da minha saúde?”. Abraço Diogo e continue comentando aqui…

      • Ricardo X. da Costa

        Deves lembras que os caminhos do capital financeiro, o que tu falas, não valorizam a amálgama do capital humano e todas sua possibilidades. Triste isso. Pensar que nós devemos nos adaptar a lógica do capital financeiro em detrimento do capital humano é muito triste e mais triste pensar que existem muitas pessoas que concordam com isso. Cabe aos que acreditam em convivência digna difundir boas atuações que, obviamente, em vários pontos divergem das conduções do capital financeiro.
        Vamos valorizar primeiro o capital humano e vamos em frente.
        Grande abraço a todos..

  • Jackson Brito

    Pensamento óbvio! Parabéns pela matéria!

    • Yuri Motoyama

      Agradecido mestre!!

  • Fernando Nena

    Hoje em dia é difícil encontrar um professor de musculação que faça valer a pena a valorização. Hoje é tudo muito fácil e MT cômodo. Se o mesmo não se valoriza na mão de obra, como quer ser valorizado como profissional? E o Personal que se prostitue só faz valer a pena a hora aula mais cara do Personal de verdade. Ao invés de procurar o que está na moda, o profissional tem que criar coisas, utilizar novos métodos, ter mais sede de conhecimento, com isso ele vai dar o seu valor e vai ser valorizado por isso.

    • Yuri Motoyama

      Assino embaixo!

  • Leonardo Carvalho

    Fala professor,
    Minha opinião é a seguinte, já reparou como as academias são lotadas de gente jovem? Temos que quebrar esse paradigma da academia sinônimo de estética e coloca-lá de verdade como sinônimo saúde, estou me especializando em grupos especiais, se um dia fosse abrir uma academia(que não tenho nenhuma vontade), meu foco seria nesse publico, temos uma população enorme envelhecendo e o mesmo longe das academias, sei que a força do hábito é um problema enorme, mas se aumentar a aliança interdisciplinar medicina/EF os 2 lados ganham, já sofri preconceito por parte médica, é um problema enorme também. O outro aspecto no meu ponto de vista é a falta de cultura física desde a infância ..E.. na escola, o que remete ao hábito das praticas esportivas, na minha concepção, o que um professor licenciado(que também sou), faz na escola, um pedagogo também faz, será não esse um dos/o motivo da nossas constantes qualificações baixas nos quadros de medalhas olímpicas?
    Me amarrei no seu blog, abraços!!

    • Yuri Motoyama

      Meu amigo, você matou a conversa em poucas palavras. Penso exatamente como você descreveu. Enquanto não enxergarmos a EF como uma profissão da saúde (como todas as outras) nada disso vai melhorar. Comente mais por aqu!!! Abração

  • Nilton Victorino

    Me parece que o futuro é o dono da academia alugar tempo e espaço para o professor de musculação trabalhar como personal.

  • Marcos Rogerio Cacciatori

    Bom dia Yuri! Vi somente hj o seu post e gostaria de fazer alguns comentários. Sou professor de Educação Física e tenho uma academia faz 6 anos aproximadamente.Minha academia fica em um bairro periférico da zona norte de São Paulo, com mensalidades entre $99 e $159 estando incluídas todas modalidades, como musculação, fitness, dança e lutas. A academia conta com manobrista, ar condicionado, aproximadamente 70 aulas em sua grade por semana, aproximadamente 25 funcionários registrados (professores, recepcionistas, limpeza, manobristas,etc) e mais outros 20 prestadores de serviço (professores com poucas h/a, manutenção de equipamentos e da estrutura física, contador, etc). Se somarmos a isso o aluguel,sistema de gerenciamento, impostos, material de limpeza, escritório, segurança, uniforme, marketing entre outros não gastamos menos de $100.000,00 por mês. Fiz esse discurso de forma resumida pra perguntar uma coisa: o que os donos de academia precisam fazer para valorizar esse profissional dito desvalorizado, sendo que vc oferece td estrutura para que o trabalho seja realizado de forma satisfatória e mesmo assim o aluno não acha que vale nem $5 por dia? Se fizermos a conta e dividirmos a mensalidade por 30 dias do mês veremos que eles pagam em média $5 por dia e vivem reclamando que está caro. Mas pq ta caro com toda essa estrutura? Será que o atendimento do profissional vale mais do que está sendo pago? Os clientes gritam NÃO!!! Não adianta querermos ganhar melhor sem mostrar o retorno. Concordo com vc que temos bons profissionais na área, mas a grande maioria está passando o tempo na sala de musculação, não fazem diferença nenhuma. O grupo que trabalha comigo hoje na musculação é bom, mas nenhum tem mais de 1 ano de casa, como vão ser valorizados??? Vão continuar pra ter essa valorização??? Ou vão sair antes de completar 1 ano falando que não são valorizados??? A única professora que está comigo desde o começo atua como coordenadora, onde recebe mais que os professores além de bonificação por quantidade de alunos, etc.
    Está sendo criado um ódio por parte de alguns grupos de professores contra os donos de academia que é algo muito pobre, sem dizer burro. Não vamos pra lugar nenhum lutando um contra o outro. Acho sim o salário dos professores baixo, mas quem não paga mais por isso são os alunos e não os donos de academia. Se a minha academia conseguisse cobrar $10 por dia ou $300 por mês com certeza os profissionais receberiam mais (se o personal que não tem os custos que a empresa tem cobra até $1200 por mês como vc falou, $10 dentro de toda estrutura mencionada seria praticamente grátis certo?).
    Agora achar que o futuro está no treinamento personalizado na minha opinião tb não condiz com a realidade. Não podemos pautar nossas idéias para o futuro pensando na minoria que consegue cobrar mais de $100 por aula do personal. Duvido que mais de 3% dos personais conseguem cobrar isso no Brasil. Além da imensa crise financeira que nosso país vive limitando o consumo de produtos “premium” como o personal, o exercício físico dentro da academia proporciona relações sociais que não ocorrem fora desse contexto, além de serem órgãos fiscalizados e mais seguros para a pratica do exercício, minimizando a atuação de blogueiros e demais espertinhos que se aproveitam da nossa crise técnica e comportamental.
    Espero que tenhamos mais momentos de discussão para que possamos tornar o exercício físico valorizado como deve ser e como consequência a valorização dos bons profissionais da área.
    Abs

    • Yuri Motoyama

      Meu amigo, FANTÁSTICO comentário. Ainda bem que você comentou aqui na página e não pelo facebook, assim outras pessoas podem ter mais esse seu ponto de vista como fermento para esse tema. Antes de entrar para área acadêmica eu trabalhei por 8 anos como coordenador de uma grande academia aqui no litoral de SP. Tínhamos uma estrutura muito parecida com a que você descreveu e quando saí de lá estávamos com aproximadamente 1200 alunos com um ticket médio de 70 reais. Lá as coisas funcionavam muito bem, tinhamos uma ótima equipe e até um plano de carreira para musculação.

      Considerando casos como o seu e a academia na qual trabalhava (que são casos raros no meu ponto de vista) eu acredito que ai sim estamos falando de uma VERDADEIRA empresa prestadora de serviços a saúde. Lendo outros comentários eu vejo que existe uma cultura de se pagar caro por serviços prestados a saúde (dentista, fisioterapeuta, médico, etc), porém quando se trata de exercício físico, parece que essa valorização se inverte. Acredito que existe uma enorme contribuição da enxurrada de profissionais de pouca qualidade que existem no mercado somada a uma visão do exercício físico como um “lazer” e não como uma estratégia de prevenção a saúde.

      Acho que esse cenário mudaria quando as pessoas pagassem a academia como um plano de saúde. Na verdade considero esse o verdadeiro plano de saúde, pois a unimed que pagamos é um plano de doênça (só utilizamos quando perdemos a saúde). Mas para existir essa valorização, precisamos valorizar o profissional de educação física e quando chegamos nesse ponto acontece o que você comentou: as pessoas não atribuem um valor a nossa profissão a ponto de pagar o que mereceríamos (quando merecemos).

      Me lembro quando coordenava, eu tinha um professor que achava seu salário um absurdo e queria um aumento de qualquer forma. Uma vez o proprietário pediu para conversar com ele. Frente a frente ele falou: professor, o que te aflige?
      Eu acho que estou ganhando pouco. Disse o professor.
      Então me diga, o que você está fazendo a mais ou melhor que os outros professores que eu te pago mais por isso! Tem alguma ideia para otimizar nosso serviço? Como está sua atualização técnica? Quando foi o último curso que fez? Tem aplicado a ciência na sala de musculação? Como?
      Depois disso o professor se conformou e saiu da sala “satisfeito” com seu salário…rs

      Estou a uns anos fora do ambiente de academia, somente como espectador eu vejo que a grande maioria não quer fazer nada na sala de musculação e assim que surge a oportunidade, parte para o personal. Gostaria de perguntar por qual motivo sua equipe não tem mais que 1 ano? Acho que a crise vai nos afetar muito, tanto para alunos de personal quanto academias em geral, pois nós estamos em primeiro lugar no corte de despesas. Mas volto na “teoria do plano de saúde”, ainda acho que a academia ou algum investimento voltado para a saúde deveria ser um dos últimos a ser cortado. O plano de saúde não é um dos primeiros cortes com o orçamento, porque a academia deveria ser?

      Como coordenador também já estive dos dois lados dessa briga infrutífera de proprietário vs. professor. Mas academias com um modelo de gestão como a sua, plano de carreira, estrutura pensada na valorização profissional são MUITO difíceis de se encontrar. Coincidentemente são academias administradas por educadores físicos (como o caso da academia que trabalhava). Quando temos um administrador (sem experiência no mercado fitness) por trás de uma academia as coisas são bem diferentes.

      Não sei se o futuro está no treinamento personalizado, porém que a profissão “professor de musculação” está na corda bamba eu aposto minhas fichas que sim. E volto a dizer, isso é um problema que estamos colhendo pela nossa profissão ser nova e pelos vários anos de prestação de serviço de baixa qualidade pela maioria. Se isso for mudar, vai depender dessa nova leva de profissionais que estão se formando.

      Abraço meu amigo e muito agradecido pelo comentário!

  • yaiza

    Acho o seguinte. Fica muito difícil a academia contratar esse profissional,uma vez,como dito na matéria,que trabalhando como personal eles ganham mais e em menos tempo,tendo “menos trabalho”,assim sendo para termos professores de musculação em quantidade suficiente para todos os alunos teríamos que vender a academia para pagar os profissionais.Digamos que o personal cobre (por baixo) 400,00 por mês de um aluno,uma hora de treino ,5x na semana,se ele trabalhar 4h por dia com 3 alunos em cada horário já terá 12 alunos e R$4800,00 mensais,trabalhando meio expediente,e 2 dias de folga por semana. Vocês acham que esse personal irá trabalhar 8h,com 1 folga semanal numa academia pra ganhar isso ou menos?E quantos profissionais assim precisamos em uma academia com 200 alunos,no minimo 4 profissionais,2 a cada 8h. ou seja a academia pagaria só para os professores de musculação 19.200,00 ,o que já daria 96,00 mensais por cada aluno. Isso sem contar o restante das despesas,aluguel,água,luz,limpeza,manutenção,maquinário e outras despesas,resumindo o aluno teria que pagar cerca de 200,00 ou mais de mensalidade para ter 2 profissionais para dividir com mais uns 99 alunos,acho que ele vai preferir pagar um pouco mais caro e ter toda a atenção necessária. Resumindo,está ficando cada vez mais complicado ter bons profissionais trabalhando nas academias como professores de musculação. A não ser aqueles que trabalham por amor e não por dinheiro,rsrs,o que está realmente difícil de encontrar. E se tiver,
    favor me avisem,estou precisando aqui na minha academia.

    • Yuri Motoyama

      Exatamente! Quando trabalhava na coordenação de uma academia eu sempre orientava os professores que estavam prestes a fazer essa mudança de sair da sala de musculação para dedicação a personal. Eles sairiam de um emprego estável e registrado (isso para as academias que trabalham certinho) para um ramo autônomo onde eles teria m que saber gerir e empreender suas vidas. Muitas vezes nós profissionais de EF não sabemos gerenciar essa vida autônoma e nos damos mal. Acho que o profissional precisa colocar bem isso tudo na balança. E se tiver uma “dor de barriga” em todos os alunos e eles cortarem suas aulas de personal? Como fica?

      A alternativa que eu penso (a não ser o exemplo que você falou de professores raríssimos que GOSTAM de trabalhar em sala atendendo vários alunos) é contratar mais professores porém com um horário fixo menor para deixar mais espaço para ele trabalhar com personais. Aí ele pode “aparecer” na academia nas suas 4 horas de trabalho (por exemplo) e depois investir na carreira de personal sem perder a estabilidade. Outra coisa é fazer como as academias de baixo custo fazem de só permitir personal ou dar alguma facilidade para professores que fazem parte do quadro…

      Mas é um problema que ainda vamos ter por um tempo nas salas de musculação. Agradeço pelo comentário!!! Abraço!

  • luciano

    lembrando que 98% dos frequentadores de academia não pagam personal a questão é que a oferta da lei e da procura tem muitos profissionais na área não acho que deveriam ganhar muito mesmo afinal as profissões sitadas exige muito mais responsabilidades do que a de um pessoa que só faz ensinar vc a levantar peso com uma semana o aluno já sabe fazer quase tudo vc só vai tá la pra fazer hora na academia que tem os custo cada vez mais altos e também tem que briga com a concorrência que abre um a academia perto quase todo mês então se quer ganhar bem faz outra facudade. afinal quase tudo que se aprende na facudade de educação física não se usa na academia a maioria é pratica na própria academia lembrando que no ESTADOS UNIDOS só se faz um curso técnico p/ atuar em uma academia que dura em torno de um ano o que deveria se o mesmo no Brasil.

    • Yuri Motoyama

      Oi Luciano!! Acredito que você não seja formado em Educação Física considerando suas afirmações. Sei que existem muitas pessoas com seu ponto de vista e ainda não conseguem entender que a profissão de EF é uma profissão da área da SAÚDE e por isso deveria ser remunerada (considerada) como tal. A EF trabalha com prevenção e esse é o grande lance (prevenir vs. remediar). Essa visão que pontuou que um profissional de musculação precisa apenas ensinar os outros a levantar peso é muito limitada. Sabia que um profissional qualificado pode ajudar no tratamento de diabetes? Sabia que podemos melhorar a sobrevida de pacientes com câncer? Sabia que podemos reverter quadros de osteopenia? Sabia que podemos contribuir em um tratamento para depressão? Também existem fatores positivos da musculação na fibromialgia? As profissões citadas tratam de doenças (já instaladas) não seria interessante pagarmos bem para profissionais PREVENIREM essas doenças? É aí que entre o profissional de EF.

      Agora eu entendo completamente essa visão que você tenha dos profissionais, pois ainda existem MUITOS profissionais que se formam e não são qualificados para exercer com plenitude suas funções. Não sei até que ponto é culpa das universidades ou das pessoas que entram na faculdade de educação física achando que vão aprender a jogar bola e a passar um treino de peitoral melhor. Eu sou professor universitário no curso de EF e vejo que existem muitos adolescentes que ainda não sabem o que estão fazendo lá. Apenas querem um curso de nível superior e optam pela EF pois acham que é mais fácil. Mais aí é que eles se enganam. Não conheço um curso onde todas as disciplinas não são aplicadas na prática. Como o curso é dividido em licenciatura e bacharelado podem existir algumas poucas disciplinas que se enquadram nessa descrição que falou. Mas me dê um exemplo de 3 disciplinas que não prestam para nada na parte prática?

      Outro ponto que discordo é sobre a formação nos EUA. Quem disse que tudo que é feito lá é bom? Não podemos classificar uma coisa como boa ou ruim somente pelo país no qual ela foi desenvolvida. Depois dá uma olhada no podcast onde gravamos um entrevista com um professor brasileiro que mora nos EUA para ver como o atendimento lá ainda é desqualificado. A maior parte desses vídeos bizarros que vemos de pessoas inventando exercícios são de onde? Já parou para pensar?
      Muitos residentes americanos procuram por profissionais de EF brasileiros para trabalhar como personal pois sabem que aqui temos uma formação melhor que lá.

      Enfim, agradeço seu comentário e suas posições!
      Abração

      • Eliana Fernandes Rocha Jump

        …Sem comentário.

      • Ricardo X. da Costa

        Muito bem colocada a resposta Professor.