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Podcast #C5 – Fisiologia Humana Integrada (Silverthorn) – Capítulo 5: Dinâmica das Membranas

Olá pessoas!

Vamos continuar na nossa jornada rumo ao minúsculo e universo das células! E hoje o papo é sobre a dinâmica das membranas! Como essa barreira, que para muitos foi que proporcionou a vida na terra, funciona e para que servem essas funções. Aprenda um pouco para que servem as proteínas que estão “encaixadas” na membrana e também como ela seleciona o que pode ou não entrar na célula.

Também vamos passar pelo conceito de osmose e tonicidade. Dá até para começar a entender porque na embalagem de algumas bebidas esportivas está escrito “bebida isotônica”. Isso e muito mais nesse cast conduzido pelos professores Yuri Motoyama e Fábio Rocha.

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Links citados no podcast

 Participação do professor Yuri Motoyama no Podcast Na Trilha;

Referência

SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. Artmed Editora, 2017.

Sufixos e prefixos utilizados na fisiologia

Já parou para pensar nos nomes de reações, substâncias, elementos e termos utilizados na fisiologia? Muitas vezes o entendimento de alguns sufixos ou prefixos pode nos ajudar a compreender melhor a fisiologia de forma geral.

Vai aí a lista de uns que separei parar vocês! Se lembrarem de algum podem colocar aqui nos comentários do post.

Quando começa com: Significado Exemplos
a não, sem átomo, agranulócito
ab afastado, longe abdução, abduz
acetábulo pequena taça fossa acetabular
acro- topo, extremidade, pico acrômio, acromegalia
ad- para, perto adsorção, adrenal
adeno- glândula adenohipófise, linfadenopatia
aero- ar, oxigênio aeróbio, anaeróbio, aerofagia
af- para aferente
ag- junto aglutinação
albi- branco linha alba, albino
algi- dor analgésico, mialgia
alo- outro, diferente alelo, alografia
anfi- ambos, ou anfifílico, anfíartrose
an- sem anaeróbio, anêmico
ana- (1) para cima, construção anabólico anafilaxia
ana- (2) a parte anáfase, anatomia
ana- (3) atrás anastomose
andro- homem andrógeno
angi- vasos angiograma, angioplastia
ante- antes, na frente antebraço
antero- atrás anterior, anterógrado
anti- contra antidiurético, anticorpo, antagonista
apo- de, fora, longe, acima apócrino, aponeurose
ast-, astro- estrela astrócito
atero- gordura ateroma, aterosclerose
átrio- entrada átrioventricular
auri- orelha aurícula, binaural
auto- próprio autólise, autoimune
axi- eixo, linha reta axial, axonema, axonio
baro- pressão baroceptor, hiperbárico
bene- bom benigno, benefício
bi- dois bipedal, bíceps, bífida
bio- vida, vivo biologia, biópsia, microbiólogo
blasto- precursor, broto, produtor fibroblasto, osteoblasto, blastomêro
braqui- braço braquial, antebraço, braquio
bradi- lento bradicardia, bradipnéia
burso- bolsa bursa, bursite
calc- cálcio, pedra calcâneo, hipocalcificação
calo- espesso calo, caloso
calori- calor caloria, calorimetria
capni- fumaça, dióxido de carbono hipocapnia
carcino- câncer carcinogênese, carcinoma
cardi- coração cardíaco, cardiologista, pericárdio
carpo- punho metacarpo
cata- abaixo, quebra catabolismo
celi- barriga, abdômen celíaco
céfalo- cabeça cefálico, encefalite
cervi- pescoço, parte estreita cérvix, cervical
condro- (1) grãos mitocôndria
condro- (2) cartilagem condromalácia
cromo- cor dicromático, cromatina, citocromo
crono- tempo cronotrópico, crônico
circ- aproximadamente, em torno de circadiano
cis- corte incisão
clast- quebra, destruição osteoclasto
co- junto coenzima, contransporte
contra- oposto contralateral
corni- chifre coniculado, corno
cort- casca, pele cortex, cortical
crani- capacete crânio
crito- separar hematócrito
cisto- bexiga cistite, colecistectomia
cito- célula citologia, monócito
de- abaixo defecar, deglutição, desidratação
dendro- árvore, ramo dendrito
dia- (1) através, separado diafragma, diálise
dia- (2) diário circadiano
dis- a parte dissecar, dissociar
des-  oposição, ausência desinfetar, desabilitar
diure- passar por, urinar diurético, diurese
dorsi- atrás dorsal, dorso
du- conduzir duto, adução, abdução
dis- mal, anormal, doloroso Dispneia, distrofia
e- fora ejacular, eversão

 

 

 

Quando termina com: Significado Exemplos
-ato, eto ou ito sais, sal sulfato, cloreto, malato, lactato
-al pertencente ao parietal, faringeal, temporal
-ario pertencente a embrionário, coronário
-ase enzima polimerase, kinase, amilase
-culo pequeno pedículo
-culo pequeno tubérculo, corpúsculo
-ina da natureza, feito de cafeína, cocaína, creatina
-ite inflamação bronquite, hepatite
-io corpos simples sódio, potássio, selênio

O que é a homeostase?

Por Yuri Motoyama

Um aspecto muito interessante de se parar para pensar é sobre a questão: “como nós chegamos até aqui”? Imagine quantas espécies existiram durante a evolução dos organismos. Agora imagine a probabilidade de nós “seres humanos” termos alcançado a posição atual. É um número bem pequeno.

Como sempre digo em aulas, eu gosto de imaginar o ser humano como um robô super evoluído. Acho que se um dia a tecnologia avançar muito e conseguir construir androides perfeitos, eles serão como nós, os seres humanos. Não existe sistema de processamento  e armazenamento de dados mais eficiente que o cérebro, não existe mecânica mais eficiente que nossos músculos, não existe motor mais resistente que nossas mitocôndrias e assim por diante.

Se formos dar um prêmio para as características biológicas evolutivas mais importantes, com certeza a homeostase ganharia uma das primeiras posições.

Você sabe o que é a homeostase?

Imagine a autonomia interna de um robo. Essa é a homeostase! Seu computador tem um sistema de ventilação que funciona a medida que o processador esquenta. É um mecanismo de autorregulação.  O nosso corpo também tem, só que um milhões de vezes mais específico. Por exemplo, nós somos animais terrestres grandes com uma grande quantidade de água no corpo. Essa água se mantém relativamente constante independente da umidade e do clima externo.

Clique aqui e veja uma matéria que aborda o tema homeostase, hidratação e exercício!

Se observarmos as células do nosso corpo, elas não tem uma grande tolerância a mudanças externas. Isso é explicado pelo fato de nossas células tataravós (ancestrais) viverem milhões de anos em uma solução com acidez, salinidade e temperatura constante. Todos os organismos precisam de um ambiente constante para cultivar suas células. A manutenção dessas condições internas constantes independente do ambiente externo é chamado homeostase (homeo-similar, + stasis, condição).

O meio interno líquido dos organismos multicelulares é chamado de líquido extracelular e o meio líquido do interior das células é chamado de líquido intracelular. Esses dois líquidos estão em constante comunicação um com o outro, sendo divididos somente pela barreira formada pela membrana das células. No caso da hidratação, se você ingerir uma grande quantidade de água e seu meio extracelular ficar diluído, seus rins, irão remover o excesso de água e para manter a solução constante.

História da homeostase

Na metade do século XIX, o médico francês Claude Bernard cunhou o termo Milieu interno, que veio da fase “la fixitê du milieu intérieur” (a constância do meio interno). Ele observou a estabilidade de várias funções fisiológicas como frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura, dentre outras.

Em 1929, um fisiologista norte-americano chamado Walter B. Cannon criou a palavra homeostase para descrever a regulação desse meio interno. Através de observações de vários outros fisiologistas, Cannon fez uma lista precisa de variáveis que estão sob controle homeostático.

E quando o organismo falha em manter a homeostase?

Ao falhar na manutenção desse equilíbrio, se ele não for restabelecido em um curto período de tempo, chegamos a condição patológica (pathos, sofrimento). Essa falha pode ser exclusivamente interna, como crescimento anormal de algumas células, ou externas como contato com alguma toxina, trauma, vírus e bactérias que podem desequilibrar as funções do organismo.

A medicina e a farmácia, buscam formas para recuperar esse equilíbrio e restaurar a homeostase. A atividade física poderia ser encarada como uma forma de adaptar o corpo para essas alterações tornando-o mais adaptável aos desequilíbrios. Dessa forma podemos encarar, por exemplo, a hipertrofia resultante de um treinamento de força como uma forma do corpo se precaver sobre aquele tipo de estresse fisiológico (quebra momentânea da homeostase) causado pelo processo da contração muscular levada ao extremo.

Muitos autores discutem ainda a definição desse conceito, mas podemos imaginar um equilíbrio dinâmico.  Como um balde de água em baixo de uma torneira ligada. Se esse balde tiver um furo que dê vazão para a água na mesma proporção que a torneira, o nível da água será o mesmo. Está em equilíbrio, porém não como um balde normal com a água naquele nível, a quantidade de água é corrente. O “equilíbrio” do nível da água é constante.


Referência

Silverthorn, Dee Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. Artmed, 2010.