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Retrospectiva do blog 4×15 em 2016: recados e curiosidades

Por Yuri Motoyama

Antes de mais nada, nós da equipe gostaríamos de desejar um bom ano de 2017 e que nesse ano possamos contribuir muito juntos para a profissão Educação Física!

Vou aproveitar essa primeira postagem do ano para dar alguns recados importantes sobre algumas mudanças que estão por vir. Quem assina o conteúdo do blog já recebeu quase tudo de antemão, quem não assina pode optar pela assinatura aqui do lado direito da tela na opção assine o 4×15 (eu prometo que não enviaremos mais que um e-mail por mês! rs).

Sobre as mudanças no blog

As mudanças que estamos planejando vão afetar mais os nossos ouvintes do podcast. E se você não sabe o que podcast significa você faz parte de uma boa parcela que ainda está perdendo a cereja do bolo do nosso conteúdo (rs).

Sente confortavelmente, coloque seus fones de ouvido e clique aqui para ouvir um exemplo do que é um podcast!
  1. Teremos mudança na identidade visual do site e provavelmente no nome do blog. Por isso se você assina o nosso feed pode ter problemas quando voltarmos com nossos conteúdos em áudio. Recomendamos você manter contato conosco através da nossa fanpage (clique aqui para acessar e curtir) para poder ficar sabendo das alterações;
  2. Agora oficialmente somos em 4 integrantes, Yuri Motoyama, Gilmar Esteves, Fábio Rocha e Douglas Jandoza. Então, aguardem mais matérias, revisões de artigos e reviews interessantes sempre voltados para treinamento e saúde;
  3. Nosso endereço vai mudar (pois teremos pequenas alterações no nome do glob), mas criaremos uma página de redirecionamento nos primeiros meses;

Sobre as mudanças do podcast

  1. Teremos um conteúdo extra, será um podcast com duração entre 10 à 15 minutos onde responderemos perguntas voltadas para saúde e treinamento. Fomos inspirados por um excelente podcast nesse mesmo formato, porém com perguntas abrangentes, chamado Naruhodo. Convido vocês a ouvirem clicando aqui.
  2. Estamos viabilizando podcasts temáticos, como um episódio piloto que está para sair sobre Fisiologia do Exercício.  Para isso estamos vendo parcerias com editoras de livros para podermos sortear edições para vocês.
  3. Gostaríamos muito da participação de vocês nos escrevendo e também participando das campanhas que iremos promover. Esse ano vamos precisar muito mais da sua ajuda!
Você pode começar o ano nos ajudando respondendo essa pesquisa! Basta clicar aqui e responder, é rapidinho!

Dados curiosos sobre o blog em 2016

  • Em 2016 tivemos 251.331 visualizações no site, sendo que esse número foi 249.123 em 2015 e 55.679 em 2014;
  • A página mais acessada foi uma postagem sobre hipertrofia e anti-inflamatório com 37.859 visualizações (clique aqui para ver a postagem) e em segundo lugar 6 coisas que você precisa saber depois da faculdade de Educação Física (clique aqui para ver a postagem) com 14.032 visualizações;
  • Os termos mais procurados no google que acabaram chegando no nosso blog foi em primeiro lugar “4×15”, sem segundo lugar “dor muscular tardia” e em terceiro lugar “pullover”.
  • Em 2016 tivemos 63.224 downloads de podcasts com o primeiro lugar para o episódio 48 – Anabolizantes naturais (clique para ouvir); em segundo lugar o episódio 43 – Estratégias nutricionais para prevenção do câncer (clique aqui para ouvir) e em terceiro lugar o episódio 58 – com a entrevista com a psicóloga que trabalha com emagrecimento Dra. Mara Lofrano (clique aqui para ouvir);

É isso pessoal! Espero que continuem conosco em 2017 para podermos trazer mais conteúdo relevante e conseguir cada vez mais popularizar a ciência aplicada ao treinamento e à saúde.

Abraços!

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Podcast #59 – DNA

Olá pessoas!

Vamos para mais um podcast DNA (Discussão, Notícias e Atualidade). Vamos contar com a super equipe composta por Yuri Motoyama, Gilmar Esteves, Douglas Jandoza e Fábio Rocha! Nesse episódio vamos ler nossos e-mails enviados por Thiago Fasolo e Cris Freire. Mandar também um abraço especial ao pessoal que nos avaliou no Itunes e esteve em contato conosco durante esse mês que passou, Marchiolli, Jacirema, Lucasfbpersona, FhJuhhhh, Diego 155, Gabriel Roballo, Cristiane Freie, Afranio Humberto, Ana Duarte e o pessoal do Telegram do Player Select!

Fique ai com um programa hiper eclético onde vamos falar desde modas estéticas até políticas de acesso aberto. Fique ligado na nossa “audio-revista” sobre ciência e saúde!

Abraços!

Links citados no podcast

Conheça o famigerado Ab Crack…

abcrack

 

 

 

 

…seu irmão  o thigh gap…

thigh gap

 

 

 

 

 

 

…e o “não menos importante” o thighbrow!

thighbrow

 

 

 

 

Como os leitores descobrem conteúdos;

Podcast Scicast sobre políticas de acesso aberto para artigos;

Políticas de acesso aberto: critérios mais rígidos para avaliação podem preservar a credibilidade das bases de dados;

Princípios de transparência e boas práticas em pesquisa científica;

 

 

Podcast #53 – DNA

Olá pessoas!

Nesse podcast (edição DNA) vamos comentar sobre os emails selecionados e enviados até a data desa postagem e levantar algumas polêmicas! Contamos com a participação do professor Yuri Motoyama, Douglas Jandoza e Fabio Rocha para discutir um pouco sobre o projeto do senador Romário para a promoção da profissão Técnico em esportes. Precisamos de um profissional graduado ou não? Também nessa edição vamos comentar um pouco sobre a polêmica da Licenciatura vs. Bacharelado, bochecho com carboidrato como estratégia ergogênica (engole ou cospe) e treinamento mental.

Fique ligado nos episódios de DNA e não perca nenhum babado da ciência do treinamento!

Para pular diretamente para as seções do podcast:

Discussão vá para 3:15

Notícias vá para 22:28

Atualidade vá para 45:52

Links citados no podcast

Matéria da G1 sobre a liberação da atuação de licenciados em academias (2012);

Página do Senador Romário com projeto de lei para técnico em esportes;

Nota do Conselho Regional de Educação Física sobre o projeto do senador Romário;

Matéria sobre bochecho com carboidrato para melhorar performance;

Matéria sobre treinamento mental;

 

 

 

 

Ciência: por que deveríamos nos acostumar a estudar mais artigos e menos livros?

Por Yuri Motoyama

Fiz uma chamada um pouco mais polêmica para trazer você para alguns parágrafos de reflexão. Você que é graduando, pós graduando ou autodidata, acredito que tenha o costume de estudar diariamente. Você consome informações específicas (técnicas) de qual fonte? Livros, artigos, internet?

Estava conversando com um amigo meu essa manhã e ele me lembrou de uma época na qual eu vivi pouco tempo. Época onde se você quisesse ter acesso a literatura científica você precisava sair de casa, ir até uma acervo (isso quando esse acervo não ficava em outra cidade), utilizar os catálogos (na minha época já existia um terminal para fazer isso eletronicamente), encontrar os artigos, xerocá-los e trazer para casa uma mala cheia de papéis. Agora me responda uma pergunta, quem fazia isso antigamente?

Com certeza se davam esse trabalho apenas os pesquisadores, docentes e autores de livros. O acesso a informação científica atualizada era restrito e nada estimulado. Na minha época de faculdade por exemplo, eu não relei a mão em um artigo científico sequer. Além do acesso ser muito complicado, não eram todos os meus professores que recorriam a esse tipo de literatura (artigos).

Se você gosta de ciência e ainda não ouviu nossa entrevista com o professor Gilson Volpato, pare tudo agora e clique aqui.

Qual o maior contraste entre os livros texto e artigos?

Vou chamar aqui livro texto aqueles livros “gigantescos” que são compilados de artigos e normalmente fazem parte da literatura básica de vários cursos. Por exemplo, na minha área existem os famosos e temidos livros de fisiologia (Guyton, Powers, McArdle, Silverthorn) que vivem andando para cima e para baixo nas axilas dos mais dedicados. Mas a questão onde quero chegar é:

Se hoje temos acessibilidade total, através da internet, a artigos científicos recentes, por que ainda recorremos a esses livros como estratégia básica de estudos?

Não estou falando que esses livros são inúteis, muito menos que são ruins! Eu mesmo tenho meus livros de cabeceira que são extremamente didáticos e prazerosos. Mas uma coisa que muitos não se atentam é que os livros são conteúdos que se desatualizam muito rápido!

Imagine um livro texto atual, vamos pensar em uma edição de 2015. Provavelmente os autores demoraram uns 2 anos (isso contanto um processo editorial rápido) para passar esse livro na mão de revisores, ilustradores, diagramadores, etc. Nesse processo é muito provável que a revisão bibliográfica desse livro não se altere, isso significa que o livro de 2015 foi revisado pela ultima vez em 2013. Agora imagine que aquele livro texto não surgiu da noite para o dia, os autores fizeram uma extensa revisão da literatura científica atualizada para montá-lo. Vamos contar que o livro (a revisão de literatura) demorou uns 3 anos para ficar pronta. Então esse livro foi idealizado e passado para o papel em um período de 2010 a 2013. Agora vamos imaginar outro cenário (bem positivista) onde durante essa revisão esses autores decidiram usar artigos que estejam dentro de um período de 5 anos para essa revisão. Então temos aí um livro que tem artigos que podem ter  sido publicados em um período de 2005 a 2013. Agora votamos para o presente, você aí com a edição de 2015 na sua mão, pode ter informações que eram recentes na época da revisão, porém hoje, essas informações podem ter uma década de novos artigos pela frente. Será que alguma coisa não pode ter mudado?

A velocidade da ciência e a importância de estar atualizado na área da saúde.

A ciência anda a passos extremamente rápidos e se você ficar alguns meses sem dar uma olhadinha na literatura muitos conceitos novos, pontos de vista, atualizações podem passar desapercebidas e seu trabalho (a aplicação do conteúdo científico) pode estar desatualizado! Eu sei que estou exagerando, mas você que é da Educação Física já deve estar cansado de ouvir que o “ácido lático” é o causador da fadiga e da dor muscular. E o pior é que essa informação pode estar em livros que compõem a literatura básica de cursos de graduação!

Atualização é muito importante e a atualização a partir de artigos científicos é mais ainda! Acredito que precisamos rever os conceitos de “acesso a informação” nas instituições de ensino. Passamos por uma fase muito rápida de transição tecnológica e isso afetou a forma como acessamos informações. Não precisamos nos prender somente em livros texto, podemos estimular nossos alunos a ler artigos e principalmente a realizarem pesquisas nas bases de dados e chegar em suas próprias conclusões.

Hoje temos professores que pertencem a uma geração onde se estudava exclusivamente em livros e aquela era a fonte de informação recente. O que acontece é que a tecnologia avançou e muitos não acompanharam essa evolução do acesso a informação. Alguns professores mais tradicionalistas (sim isso é uma crítica) vão utilizar com seus alunos as mesmas abordagens pedagógicas que foram utilizadas com eles, ou seja, os livros são tudo para a formação. Artigos? Ahhh isso é só para pesquisadores…

Hoje em dia existem crianças que acessam a internet todos os dias e não sabem que existem nada além do facebook. E não estou brincando, a internet atualmente é apenas um meio para se conectar a sua rede social favorita. Imagino como isso deve doer nos corações dos primeiros pesquisadores que “inventaram” a internet como meio de facilitar a troca de artigos entre universidades…

Você que gosta de estudar e ficou incomodado com o texto, convido-o a brincar um pouco com as bases de dados. Tente encontrar respostas para suas perguntas em artigos. Acredito que com um pouco de esforço você vai se sentir muito mais intelectualmente independente, satisfeito e seguro para atuar.

Se você quer ter experiências diferentes na internet além de redes sociais, clique aqui e veja algumas sugestões nesse post.
Se você quer ouvir um podcast com um exemplo de estratégia para encontrar informações atualizadas sobre saúde em bases de dados científicas, clique aqui!


Podcast #32 – Lactato ou ácido lático?

Olá pessoas!

Nesse podcast vamos levantar uma polêmica que muitas vezes esquenta os fóruns de fisiologistas e profissionais de educação física. Ácido Lático é que dá aquela “dorzinha” depois do treino? Ele é o causador da fadiga muscular? Ouça esse podcast e entenda um pouco mais desse subproduto (ou produto) do metabolismo da glicose.

Cuidado com o que se ouve por aí! Muitos comentaristas esportivos e profissionais ainda usam definições equivocadas para o lactato. Quer uma prova que a ciência do treinamento ainda está atrasada no Brasil? Essa discussão tem mais de uma década!!! rs

Nesse podcast estão presentes os professores Yuri Motoyama, Gilmar Esteves, Paulo Eduardo e nosso convidado (que já é da casa) Fábio Rocha (o famoso The Thing)!

Se isso tudo é novidade pra você coloque os fones de ouvido AGORA!


Links citados no podcast

Pós Graduação em Fisiologia do Exercício – UNIARARAS.

Cursos a distância – COURSERA.

Fan page do professor Fábio Rocha – Estudo na Ativa.

Site do professor Daniel – Pinto karate Dojo.

Referências

BROOKS, GEORGE A. Intra-and extra-cellular lactate shuttles. Medicine and science in sports and exercise, v. 32, n. 4, p. 790-799, 2000.

CHAMPE, Pámela C.; HARVEY, Richard A. Bioquímica ilustrada. 2ª. 1996.

ROBERGS, Robert A.; GHIASVAND, Farzenah; PARKER, Daryl. Biochemistry of exercise-induced metabolic acidosis. American Journal of Physiology-Regulatory, Integrative and Comparative Physiology, v. 287, n. 3, p. R502-R516, 2004.

DE MORAES BERTUZZI, Rômulo Cássio et al. Metabolismo do lactato: uma revisão sobre a bioenergética e a fadiga muscular. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum, v. 11, n. 2, p. 226-234, 2009.

SPRIET, LAWRENCE L.; HOWLETT, RICHARD A.; HEIGENHAUSER, GEORGE JF. An enzymatic approach to lactate production in human skeletal muscle during exercise. Medicine and science in sports and exercise, v. 32, n. 4, p. 756-763, 2000.