Arquivo da tag: Controle de Cargas

Podcast Drops #10 – Posso controlar meu treino pelo Smartphone?

Olá pessoas, hoje nós vamos falar sobre o uso do Smartphone para controlar o treinamento. E ai, será que dá certo? Podemos confiar nessa ferramenta que está tão presente no nosso cotidiano para realizar mais essa tarefa? Apresentamos para vocês aqui o fantástico aplicativo HRV4Training, uma forma alternativa e interessante para fazer isso, a variabilidade de frequência cardíaca. Não está entendendo nada?
Escuta ai para tirar essa dúvida!

Se gostou do episódio divulga pra um amigo ou amiga!

CLIQUE AQUI para ver o site do HRV4TRAINING

Resultado de imagem para hrv4 training

Siga-nos nas nossas redes sociais procurando por @Quatrode15_ no instagram e Quatrode15 no facebook e não deixe de entrar em contato conosco através do nosso e-mail contato@quatrode15.com.br ou deixando aqui o seu comentário! Se quiser participar da nossa bagunça organizada no Telegram clique aqui! Se não estiver cansado das nossas vozes você pode nos seguir nas nossas redes sociais Yuri MotoyamaGilmar EstevesFábio RochaDouglas JandozaRenêe CaldasPaulo Eduardo e Rodrigo Gianoni.

Se você acha muito importante nosso projeto de popularização da ciência aplicada ao treinamento saiba que você pode nos ajudar financeiramente. Independente do valor, você vai permitir que possamos expandir nosso projeto e gerar mais conteúdo de qualidade. Para saber CLIQUE AQUI e conheça nosso programa de patronato.

Referencia

PLEWS, Daniel J. et al. Comparison of Heart-Rate-Variability Recording With Smartphone Photoplethysmography, Polar H7 Chest Strap, and Electrocardiography. International journal of sports physiology and performance, v. 12, n. 10, p. 1324-1328, 2017.

Monitoramento de cargas na musculação: qual sua estratégia?

Por Prof. Msd. Rodrigo Gianoni

Referido como carga interna, o estresse fisiológico total é visto como sendo o determinante para observação de respostas de adaptações positivas ou negativas em atletas, sendo que seus resultados podem ser melhoria do desempenho, overtraining, doenças ou lesões.

Isto faz com que a quantificação do monitoramento da carga interna seja vital para assegurar a adequada manipulação do treinamento para a indução de respostas desejáveis como adaptações positivas.

Outro fator importante para essa quantificação da carga interna é a variação das cargas impostas no treinamento de força que pode ser um potente estimulo para ocorrência de adaptações positivas, assim diminuindo as chances de adaptações negativas. Essas variações de estímulos geralmente são somente controladas com a diversificação do exercício realizado ou a metodologia imposta no treinamento (séries x repetições e intervalos), mas nunca como uma quantificação do estresse físico ocorrido com o indivíduo.

Gostou do tema? Então clique aqui e leia outro post do professor Rodrigo Gianoni sobre controle de cargas na musculação.

Ainda não é consenso na literatura uma forma exata para a identificação da carga interna na musculação, mas já existem alguns modelos validos e de fácil aplicação para ajudar nessa quantificação.

Em um estudo realizado por Genner., 2014, comparou métodos de quantificação da carga de trabalho na musculação em relação as respostas fisiológicas do treinamento. A proposta do estudo foi avaliar a utilidade do volume da carga (VL), média da percepção subjetiva do esforço (PSE) da sessão (SRPE), carga e PSE (RPEL) e um modificado (RPEL-2 (media PSE x duração – intervalo)) para estimar a carga interna no treinamento de resistência e avaliar as interações entre SRPE, VL e intensidade no treinamento de resistência. As intensidades das sessões de treinamento foram 55, 70 e 85% de 1 RM. O VL, SRPE, RPEL e RPEL-2, para cada sessão foi calculado comparando e correlacionado com alterações dos valores de lactato sanguíneo e cortisol salivar. O estudo observou um aumento substancial em todas as mensurações com a diminuição progressiva do 1 RM, como lactato e cortisol após o treinamento de resistência com 55% de 1 RM quando comparado a 70 e 85%. Assim, ao visualizar a carga de treinamento global o RPEL-2 pode oferecer maior vantagem para estimar a carga interna de treinamento e que também os resultados sugeriram que a SRPE parece estar mais relacionado com o volume da carga do que o % de 1RM.

Sendo assim através dessas formas de monitoramento podemos calcular o estresse induzido aos nossos clientes (personal training) através de métodos de fácil aplicação, e também associá-lo a periodização realizada, assim favorecendo adaptações positivas do treinamento de musculação.


Referência

Genner, KM and Weston, M. A comparison of workload quantification methods in relation to physiological responses to resistance exercise. J Strength Cond Res 28(9): 2621–2627, 2014