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Podcast #80 – Tendências para o mercado fitness 2018

Olá pessoas! Vamos para o nosso podcast tradicional onde comentamos sobre o futuro do nosso mercado fitness. Hoje vamos comentar o novo artigo lançado pelo ACSM (American College of Sports Medicine) onde são eleitas as tendências para o mercado de trabalho desse ano que está começando! Esse é um tema muito importante para nós profissionais de educação física pois essa publicação nos ajuda a decidir quais cursos realizar, onde investir dinheiro e até o que deixar de lado para continuar no mercado.

Para gravação desse podcast contamos com as ilustres presenças dos professores Yuri Motoyama, Gilmar Esteves, Fábio Rocha e Paulo Eduardo! E ainda mais em especial as participações em áudio dos professores Firmino Neto, Thelma Damelio e Camila Gianoni que mandaram seus comentários sobre o podcast de Gravidez e Exercício.

E o top 20 selecionado para esse ano foi:

  1. High Intensity Interval Training (HIIT);
  2. Treinamento em grupos;
  3. Tecnologias “vestiveis” (weareables);
  4. Treinamento com o peso corporal;
  5. Musculação;
  6. Certificação e Qualificação Profissional;
  7. Yoga;
  8. Personal Training;
  9. Atividade para Idosos;
  10. Ginástica Funcional;
  11. Exercício para perda de peso;
  12. Exercício como tratamento para doenças;
  13. Personal Training para grupos;
  14. Atividades Outdoor;
  15. Flexibilidade e Rolos de mobilidade;
  16. Licenciamento para profissionais fitness;
  17. Treinamento em circuito;
  18. Coaching para bem estar;
  19. Core Training;
  20. Treinamento esportivo específico.

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Referencia

THOMPSON, Walter R. Worldwide Survey Of Fitness Trends For 2018: The Crep Edition. ACSM’s Health & Fitness Journal, v. 21, n. 6, p. 10-19, 2017.

O pobre uso da Educação Física cosmética

Qual a diferença da Educação Física e de um creme para perder gordura da barriga?

Por Yuri Motoyama

Hoje não vou trazer aqui nenhuma discussão de artigo científico ou algo do meio acadêmico. Vou trazer um tema para reflexão relacionado a um fato que eu tenho observado muito durante esses últimos tempos. Para não confundirmos as coisas, quando falo Educação Física aqui estou direcionando minha atenção ao curso de bacharel que pode atuar em clubes e academias.

Por aspectos culturais, logo que pensamos em Educação Física, surge na nossa cabeça ou a imagem de um professor com uma bola cercado de alunos ou uma personal com uma prancheta ao lado de um(a) belo(a) aluno(a) fazendo um exercício. Faça esse teste, pergunte para o seu vizinho, ou para seu avô, ou para as pessoas do seu serviço qual a imagem que vem à cabeça dele ao pensar na nossa profissão. Hoje temos a Educação Física comercializada em clubes, academias e centros de treinamento. Muitas as pessoas que buscam esse serviço estão preocupadas com apenas uma coisa estética. Acredito que isso tenha toda uma influência de um passado construído desde os atores fisiculturistas da década de 70-80 até meados de 2005 quando a palavra fitness passou a ter como concorrente o termo wellness. Até esse momento o profissional de Educação Física na academia era um agente de transformações cosméticas e seu trabalho se reduzia a fazer um bíceps crescer, deixar um abdômen definido ou tornar uma pessoa mais “bonita” adequando ela aos padrões de beleza do momento. Isso é um ponto que me preocupa muito, pois temos inúmeras possibilidades de atuação com a nossa profissão e o que mais me assusta é que ainda existe um grande número de profissionais recém formados no mercado, que estão brigando por esse mercado saturado da Educação Física cosmética. Muitas vezes, quando vejo profissionais reclamando da nossa profissão eu penso: “será que a profissão está ruim, ou será que os profissionais estão dando murro em ponta de faca?”.

A Educação Física pode passar por uma revolução e ser menos cosmética com o tempo?

Eu sou muito otimista com o futuro da nossa profissão e acho que estamos passando por uma fase onde a educação física vai passar por uma nova fase. Essa nova fase vai incluir a educação física de forma imprescindível na promoção de saúde. Muitos governos (EUA, Inglaterra, Japão) já começam a pensar em formas de prevenção como estratégia para atenuar os gastos com saúde. E quando falamos de prevenção e tratamento complementar não temos para onde fugir, vamos cair sempre nas terapias que envolvem movimento. Vamos cair nas mãos de profissionais que sabem prescrever doses de movimento como os fisioterapeutas e os profissionais de educação física. Acho que saúde é um mercado latente e sedento por profissionais qualificados. Um personal que trabalhe com pacientes com câncer, um estúdio que atenda idosos com osteoporose, uma academia que desenvolve um programa para hipertensos…e por aí vai. Já são inúmeras evidências que mostram como o movimento pode ser uma excelente estratégia complementar para o tratamento de diversas doenças.

Mas por que essa grande mudança ainda não aconteceu na Educação Física?

Estamos enroscados em um ciclo vicioso. Nesse ciclo ainda temos pessoas ingressando na faculdade de educação física sem ter noção no terreno que estão entrando. Ainda temos estudantes influenciados pelos blogueiros fitness, pelos cursos oferecidos com os temas “Hipertrofia em 5 passos”, “Emagreça em 15 minutos”, “Clique aqui e descubra como emagreci 252 kilos em uma semana”. Ainda temos profissionais de educação física que tem preguiça de ler um texto de uma página (muitos não vão conseguir nem terminar de ler essa postagem). E para essa mudança que estou falando acontecer, vamos precisar de profissionais que leiam pelo menos um artigo por dia! Que se aventurem na leitura em inglês! Que saibam usar uma base de dados científicas. Só assim teremos uma maior exposição na mídia, só assim teremos outras pessoas vendo que podem contratar nossos serviços para objetivos além dos objetivos cosméticos, só assim nosso serviço será valorizado! Enquanto nosso serviço oferecer a mesma coisa que um creme para ser passado na barriga, não vamos sair do lugar.

Então meu amigo, professor ou estudante que está lendo isso, essa mudança depende de você! Estude, a Educação Física está longe de ter suas possibilidades de atuação profissional saturada. Pare de reclamar, levante a cabeça em meio aos mortos e feridos e veja o que você pode fazer de diferente!

Podcast #40 – Tendências para o Mercado Fitness 2016

Olá pessoas!

Se você trabalha no mercado fitness, seja com Educação Física, Fisioterapia, Medicina, Nutrição ou se você é de outra área e está pensando em investir nesse mercado. Então, você precisa ouvir esse podcast! Vamos comentar a popular publicação do American College Sports Medicine (ACSM) onde ela realiza uma pesquisa sobre o mercado fitness no mundo todo e traz seus resultados analisados por especialistas da área. O professor Yuri Motoyama e o professor Gilmar esteves vão comentar e deixar suas opiniões sobre as 20 primeiras atividades que irão bombar nesse mercado em 2016.

Ouça e ano que vem aprenda a ganhar 100 dólares para participar da próxima pesquisa! rs

Podcast survey


Referência

THOMPSON, Walter R. WORLDWIDE SURVEY OF FITNESS TRENDS FOR 2016. ACSM’s Health & Fitness Journal, v. 19, n. 6, p. 9-18, 2015.

Qual será o futuro do professor de musculação?

Por Yuri Motoyama

Esses dias estive conversando com um professor amigo meu sobre o futuro da profissão professor de musculação. Depois que a função “personal trainer” se popularizou, as coisas começaram a tomar outro rumo. As academias que contam com professores de musculação e prezam por uma qualidade de atendimento estão encontrando muita dificuldade de encontrar alguém para ocupar esse cargo.

A hora/aula de musculação, atualmente se encontra como um dos valores mais baixos de todo quadro de aulas de uma academia. Valor que muitas vezes é justificado pelos proprietários como um benefício por conta de ser um valor fixo em comparação com as aulas em grupo onde o professor recebe de acordo com o número de alunos. Outro problema que encontramos é que na sala de musculação o professor tem que montar um treino para cada aluno (isso pensando nas academias que prezam por qualidade de atendimento), tornando essa tarefa viável somente quando o professor leva treino para montar em casa e “trabalha” por várias horas extras, inclusive nos finais de semana.

Clique aqui e veja uma das matérias mais acessadas em 2014, A prostituição do personal trainer.

Frente a esse cenário, o professor de musculação se depara com a proposta do personal. Com 2 alunos, por exemplo, na maior parte dos casos, o professor de musculação trabalha menos tempo comparado as horas na sala de musculação, recebe o mesmo valor (as vezes mais), só precisa se preocupar com 2 treinos e faz seu horário de trabalho. Aí você me pergunta: “Mas se os dois alunos largarem ele? Como ele pagaria suas contas?”. Esse era um questionamento que eu tinha a um tempo atrás, porém hoje eu conheço professores que se dedicam exclusivamente a trabalhar com personal, tem uma renda muito boa e já se adequaram com a rotatividade de alunos. Se o professor tem 10 alunos ele pode se programar com a possibilidade de perder 4, pagar suas contas e se promover para conseguir outros 4 alunos novos.

E agora? Com um número cada vez maior de profissionais se formando, pergunte para algum deles no que querem trabalhar? Com certeza a maioria responderá: – Personal!

Sem contar que é cada vez maior o número de academias franquiadas que estão trabalhando no modelo de baixo custo. Parecido com boa parte das academias do exterior onde o professor está apenas para auxiliar os alunos, porém não pode oferecer total qualidade de atendimento pois está na sala sozinho com 80 alunos. E não é raro você ver um professor de musculação se candidatando para trabalhar na sua academia, já com o olhar nos alunos de maior poder aquisitivo para futuros personais. Já sabe o que acontece depois, não sabe? Ele vai dar atenção somente para esses alunos para depois largar o horário e ficar apenas com o personal.

Isso também acontece com os EXCELENTES professores que temos em sala. Que os proprietários de academia leiam isso! Mas se você tem um professor que termina o expediente suado de tanto que ele andou pela sala, corrigiu alunos, manteve a sala organizada e montou treinamento. Pode ter certeza que esse professor de musculação também vai receber uma proposta boa para personal e vai ficar tentado em largar o horário de musculação para trabalhar menos e ganhar mais.

Clique aqui e ouça o podcast sobre as tendências do mercado de trabalho para Educação Física.

Se ainda quisermos ter academias com as propostas antigas para aulas de musculação, esses profissionais vão ter que ser muito mais valorizados. Seus salários precisam ser reajustados (algumas academias oferecem 5 reais a hora/aula) caso contrário, vai ser um professor diferente por mês até o momento onde ninguém mais vai querer dar aula de musculação.

E a culpa não é dos professores! Nossa profissão já não recebe lá essas coisas comparada com as outras profissões da área da saúde, e não podemos recusar as propostas pra ganhar esse dinheiro que o sistema está nos oferecendo. Um clínico geral ganha em média R$ 6.888,00, um dentista R$ 3.226,00, um farmacêutico R$ 2.575,00, um fisioterapeuta R$ 1.987,00 e o educador físico R$ 1.545,00 (fonte site Catho). Com personal, ele pode entrar na média salarial do médico por exemplo!

Se as academias que optam por trabalhar com o sistema tradicional do “professor dentro da sala de musculação” não reavaliarem esse sistema, vão perder espaço para essas franquias de baixo custo. A profissão “professor de musculação” vai ser substituída por personal trainer e as academias serão apenas locais onde alugamos os aparelhos.

Já parou para pensar sobre isso? Escreva aqui nos comentários sua opinião.


Podcast #14 – Educação Física: Tendências para o mercado de trabalho 2014

ep 14

Olá educadores físicos desse Brasil!

Estava a um tempo planejando para gravar esse podcast sobre as 20 tendências para o mercado de trabalho na nossa área. Vejo um enorme potencial direcionador nessas informações para nós profissionais que muitas vezes temos poucas iniciativas como essa para nos auxiliar.

Essa pesquisa é o resultado de uma entrevista com 3.815 profissionais do mundo todo, desenvolvido e publicado pela ACSM (American College of Sports Medicine) no primeiro semestre de 2014.

Espero que gostem desse episódio especialmente gravado em homenagem ao mês do educador físico!

Lembrando que essas informações não são para ficarem guardadas, se queremos ter uma classe unida tudo começa no COMPARTILHAMENTO. Apresente o podcast para um amigo, compartilhe no seu facebook, twitter ou fórum no qual participa.

Para facilitar o processo de compartilhamento de informações podem utilizar os botões de compartilhamento abaixo.

Escreva suas opiniões e vamos melhorar a qualidade do nosso serviço!

Abraço a todos!


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Figuras e tabelas apresentadas no podcast

 

top20
Lista das atividades mais votadas como tendências para 2014

 

Idade dos participantes

Idade dos participantes

 

Tempo de experiência no mercado fitness
Tempo de experiência no mercado fitness

 

Média de renda anual e dólares
Média de renda anual e dólares

 

Referencia

THOMPSON, Walter R. Now trending: worldwide survey of fitness trends for 2014. ACSM’s Health & Fitness Journal, v. 17, n. 6, p. 10-20, 2013.