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Podcast #54 – Suplementação de cafeína em atividades aeróbias (discussão de artigo)

Olá pessoas!

Nesse podcast os professores Yuri Motoyama, Gilmar Esteves e Paulo Eduardo irão “audio-ler” um artigo publicado pelo próprio grupo GEPEFEX sobre o efeito ergogênico da suplementação de cafeína em uma atividade aeróbia. Uma das ideias que temos aqui com o podcast é estimular o público a leitura de artigos científicos. Por isso vamos dedicar alguns episódios fazendo um resumo de alguns artigos interessantes que temos na área de treinamento.

Como vamos dar nossos pitacos e sugestões e também sugerimos que vocês leiam o artigo e deixem seu comentário na postagem assim, engradecendo o tema a partir de  diferentes pontos de vista.

E se você tem algum artigo que acha muito interessante para a área e acha que ele poderia ser discutido em algum podcast nos envie sua sugestão! Quem sabe não te convidamos para gravar e “cornetar” o artigo conosco…

Links citados no podcast

Site da promoção melhores do ano EKOS – USP;

Link para a palestra do professor Paulo Eduardo no Evidência em Saúde;

Referência

PEREIRA, Paulo E. et al. Caffeine supplementation delays the fatigue through central nervous system modulation. Sport Sciences for Health, p. 1-7, 2016.

 

HIIT: Existe uma fórmula ideal?

Por Paulo Eduardo

Não existem dúvidas de que o treinamento intervalado de alta intensidade (Hiit) promove melhora do desempenho e das variáveis fisiológicas associadas. Entretanto, não existe um consenso sobre a magnitude dos benefícios do Hiit composto por diferentes tipos de estímulos, ou seja, intensidade dos estímulos e das recuperações, número de repetições, duração de cada estimulo e de cada recuperação, relação de esforço e pausa.

A partir disso, em 2007, Esfarjani e Laursen publicaram um estudo que teve como objetivo comparar a influência de um protocolo de Hiit composto por estímulos em intensidade supramáxima (acima da vVO2max) e um protocolo de Hiit composto por estímulos na intensidade da vVO2max e com de duração de 60% do Tmax. As características principais desse estudo fora:

  • Participaram do estudo 17 corredores (VO2max: 51.6 ± 2.7ml.kg−1.min−1);
  • O treinamento teve a duração de 10 semanas;
  • Protocolos de Hiit: Grupo 1: 8 × 60% of Tmax na vVO2max, 1:1, recuperação ativa (52% da vVO2max). Grupo 2: 12 × 30s a 130% vVO2max, 4,5 minutos de recuperação passiva. Grupo controle: 60 minutos a 75% vVO2max, 4 x semana.

Obs: o treinamento foi periodizado, assim a quantidade de estímulos de alta intensidade foi aumentando gradativamente com o decorrer das semanas.

Se você tem interesse pelo tema clique aqui e leia outra matéria sobre HIIT.

Nesse estudo foram observadas as seguintes variáveis: VO2max, vVO2max, Tmax (tempo que a vVO2max pode ser sustentada), Limiar de lactato (LT), vLT, desempenho em 3000m.

Conforme mostrado na figura ambos os protocolos de Hiit promoveram melhora significativa no desempenho na corrida de 3000m.

hiit

Em termos absolutos o Grupo 1 (60%Tmax) teve uma melhora maior das variáveis fisiológicas, contudo, não foram verificadas diferenças significativas pós treinamento, nas variáveis analisadas, entre os dois protocolos de Hiit.


Referencia

ESFARJANI, Fahimeh; LAURSEN, Paul B. Manipulating high-intensity interval training: Effects on, the lactate threshold and 3000m running performance in moderately trained males. Journal of Science and Medicine in Sport, v. 10, n. 1, p. 27-35, 2007.

Economia de corrida e Treinamento de Força

Por Paulo Eduardo (Dudu)

A economia de corrida (EC) é definida como estado estável do VO2 requerido para uma dada velocidade submáxima ou distância percorrida. Quanto mais econômico é o indivíduo maior é a sua capacidade de sustentar intensidades submáximas mais elevadas durante o exercício contínuo.

O treinamento de força melhora a EC, contudo, até o ano de 2015 não havia uma sumarização dos resultados encontrados por diferentes estudos. Para isso, cientistas espanhóis realizaram uma revisão sistemática com metanálise para determinar o efeito de programas de treinamento de força sobre a EC de atletas de meio-fundo e fundo.

A estratégia de busca incluiu as seguintes bases de dados: Pubmed, SPORTDiscus, MEDLINE e CINAHL. Inicialmente foram encontrados 699 estudos, entretanto devido os critérios de inclusão e exclusão restaram 5 estudos. Os critérios de inclusão e exclusão foram: 1) a amostra ser composta por corredores de alto rendimento de média e/ou longa distância; 2) os participantes deveriam ter um VO2max > 60 mL/kg/min; 3) os estudos deveriam ser controlados e randomizados e publicados em revistas e jornais; 4) o programa de treinamento deveria ter mais de 4 semanas; 5) EC ser mensurada antes a após o programa de treinamento de força. Quatro dos cinco estudos inclusos usaram intensidades de treinamento entre 40 e 70% de 1RM; todos os cinco estudos utilizaram de 2 a 4 exercícios para membros inferiores, 200 saltos e 5-10 sprints; 2-3 vezes por semana; 8-12 semanas.

Sabe a diferença entre correr pisando com a ponta do pé ou com o calcanhar? Clique aqui e ouça esse podcast de 10 minutinhos!

Em suma, foi concluído que:

– O treinamento de força tem um grande efeito benéfico na EC de corredores de média e longa distância.
– O programa de treinamento de força que consiste em 2-4 exercícios, 40-70% de 1-RM, sem chegar a falha, além de exercícios pliométricos realizados 2-3 vezes por semana durante 8-12 semanas é uma estratégia segura para melhorar EC.

Clique aqui e acompanhe a fanpage do professor Paulo Eduardo – Treinamento Aeróbio


Referência

BALSALOBRE-FERNÁNDEZ, C.; SANTOS-CONCEJERO, J.; GRIVAS, G. V. THE EFFECTS OF STRENGTH TRAINING ON RUNNING ECONOMY IN HIGHLY TRAINED RUNNERS: A SYSTEMATIC REVIEW WITH META-ANALYSIS OF CONTROLLED TRIALS. Journal of strength and conditioning research/National Strength & Conditioning Association,  2015.

Podcast #35 – Como escolher uma academia?

Olá pessoas!

Nesse podcast vamos comentar sobre um tema muito importante: como escolher uma academia? Vejo que muitas pessoas acabam escolhendo um local para praticar suas atividades físicas por comodidade e não consideram aspectos importantes que podem até comprometer sua saúde!

Estão nesse episódio os professores Yuri Motoyama, Gilmar Esteves, Paulo Eduardo, Rodrigo Gianoni e nossa convidada especial a professora Camila Ribeiro.

Links citados no podcast

Episódio Scicast sobre o seriado Cosmos
Episódio do Dragões de Garagem sobre ciência nos games

Podcast #34 – Limiar Glicêmico

Olá pessoas! Nesse podcast vamos comentar sobre um conteúdo que oferecemos em formato de um curso presencial aqui na nossa região. Hoje falaremos de identificação do Limiar Glicêmico! Se você não conhece essa técnica utilizada para identificar o segundo limiar de transição metabólica, não perca esse episódio!

Além de ser uma forma de trabalhar com exercícios aeróbios de forma segura, com esse teste podemos ter base para prescrever um treinamento e garantir resultados.

Atenção o conteúdo desse podcast é apenas teórico, para a realização desse teste na prática você precisa estar orientado por um profissional qualificado. E para os professores que querem utilizar essa ferramente em seus treinos, existem alguns passos práticos para aplicação dessa técnica de avaliação.

Nesse podcast estão os professores Yuri Motoyama, Gilmar Esteves e o Paulo Eduardo. Aproveitem, comentem e compartilhem!!

Referências

AZEVEDO, Paulo Henrique Silva Marques et al. Limiar Anaeróbio e Bioenergética: uma abordagem didática-DOI: 10.4025/reveducfis. v20i3. 4743. Revista da Educação Física/UEM, v. 20, n. 3, p. 453-464, 2009.

MOTOYAMA, Yuri Lopes et al. Alternative methods for estimating maximum lactate steady state velocity in physically active young adults. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, v. 16, n. 4, p. 419-426, 2014.

DE ASSIS, Pereira PE et al. The relationship between the heart rate deflection point test and maximal lactate steady state. The Journal of sports medicine and physical fitness, 2015.