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7 dicas para você, educador físico, ganhar dinheiro na internet!

Por Yuri Motoyama

Hoje não podemos discutir a importância do mundo virtual em nossas vidas. Seja para aproximar pessoas, para o entretenimento, para buscar informações e também para ganhar dinheiro na internet!

Atualmente eu acredito que todas os cursos de graduação deveriam dar uma atenção maior para o marketing para redes sociais e dicas simples para se conseguir trabalhar com a internet a seu favor. Nós, educadores físicos também podemos entrar nesse ramo e “vender” nosso trabalho na rede. Você não precisa ser dono da Submarino ou fazer artesanato para poder usar a internet para melhorar sua renda. Dê uma olhada nessas dicas e veja como isso pode estar muito mais ao seu alcance do que você pensa:

  1. Tenha certeza do que você quer vender! Muitos profissionais de educação física não tem certeza da área que querem trabalhar. É treinamento de alta performance? Educação infantil? Treinamento para populações especiais? Personal Trainer? São tantas áreas que é impossível listar todas e isso é um ponto positivo! Muitas pessoas atualmente estão a procura de profissionais especializados em alguma área e essas pessoas fazem isso pela internet (antigamente era a lista telefônica, rs). Se associe a algum portal de divulgação de trabalho (existem sites específicos para isso como o www.corponamedida.com.br). Mas tenha em mente qual é o seu objeto de trabalho para poder fazer seu nome crescer dentro dessa área.
  2. Sempre esteja de olho no mercado. A educação física sofre com algumas atividades da “moda”. Eu digo sofre, pois existe um grande alvoroço em torno de certas atividades e depois de um tempo elas simplesmente desaparecem. Esse sofrimento é causado principalmente pela estratégia de venda das empresas que fazem uma verdadeira lavagem cerebral no professor. Ele sai de um curso acreditando que aquilo é a cura para o mal da humanidade. Depois disso é fácil ele comprar as roupas da empresa, fazer tatuagem, pintar o cabelo, colar adesivo no carro, compartilhar informações no facebook e gastar metade do seu salário enriquecendo aquela empresa ou franquia. Só que depois de um ano aquilo sai da moda e ele perde a identidade profissional. Se for associar seu serviço a uma outra marca, tome muito cuidado! Isso pode ser uma modinha que está com os dias contados. (Clique aqui e veja um podcast sobre as tendências para o mercado fitnees de 2016!)
  3. Use o facebook a seu favor! Hoje em dia existem pessoas  que não sabem a diferença da internet e o facebook. Muitas pessoas nem sabem que existem sites, google e outras possibilidades além da famosa rede social. Hoje não tem como não utilizar a internet e ter sua vida exposta. Muitos professores acabam (mesmo sem saber) tendo suas redes sociais como um grande cartão de visitas. Inevitavelmente, muitos alunos ao escolher um professor acabam procurando acompanhar o profissional em suas redes sociais antes. Cuidado com as fotos que você compartilha, as campanhas que você segue ou simplesmente as piadinhas que você coloca na sua timeline. Uma simples piada com conteúdo mais machista já vai exterminar a possibilidade de futuras alunas do público feminino. Uma simples foto sua, torto de bêbado na balada segurando uma garrafa de cerveja com dois amigos desmaiados do seu lado já é o suficiente para aquela família que estava querendo treinar com você mudar de personal. Se você nunca parou para pensar que a partir do ponto que você se inscreveu em uma rede social sua vida é pública, tomara que não seja tarde demais…
  4. Não ignore o corretor ortográfico. A internet é um veículo de mídia visual e o texto ainda é o recurso mais utilizado. Todos podemos errar durante a digitação dos nossos textos, porém sempre revise os seus textos antes de publicá-los. Veja a concordância gramatical, utilize uma linguagem simples, porém correta! Não precisa fazer seu público procurar palavras no dicionário para mostrar que você é “letrado”, mas também cuidado com as gírias e expressões populares.
  5. Compartilhe seu trabalho! Esse é um ponto importante desse post. Vejo muitos professores dizendo: “eu não tenho nada para vender na internet”. Como não?! Antes de mais nada você é um promotor de saúde! Você vende saúde! Quem em sã consciência não gostaria de investir seu dinheiro em saúde? Costumo brincar com meus alunos dizendo que quando utilizam seu dinheiro para pagar uma academia, um personal, estão pagando pelo verdadeiro plano de saúde. É isso que vai render saúde para você e para sua família! Aquele plano que compramos na posta dos hospitais deveria se chamar plano de doença, pois só os utilizamos quando estamos doentes. Então, compartilhe fotos legais dos seus treinos. Utilize a rede para parabenizar seus clientes quando eles alcançarem seus resultados (claro com o consentimento dos mesmos). Compartilhe fotos dos seus empreendimentos, dos cursos que participa e das atividades voltadas para a sua área.
  6. Saiba como tornar seus compartilhamentos mais atrativos! Aqui entraríamos em uma parte muito mais técnica a respeito de marketing (por isso que falei sobre esse tema no começo da postagem). Existem formas de redigir um texto, de montar um título, de escolher uma boa imagem, de colocar cores corretas, etc. Há uma infinidade de manhas que você pode utilizar para seu post despertar a curiosidade de um possível cliente e receber um click. Por exemplo para postagem no facebook existem horários onde mais pessoas estão online, dessa forma sua publicação vai atingir um público maior. Algumas pesquisas apontam para 11h, 14h, 17h e 20h. Tente utilizar alguma estratégia de horário para publicação, experimente horários diferentes e veja qual horário tem um retorno maior. Outro exemplo pode ser a imagem desse post. Veja que utilizei bastante a cor vermelha, essa cor tem um contraste enorme quantidade de azul do facebook, isso chama mais a atenção dos leitores. Enfim, se procurar sobre isso pela internet, você vai encontrar bons materiais bem básicos para começar a estudar.
  7. Aprenda a trabalhar com as métricas. Seja você dono de um site, de uma fanpage no facebook ou até mesmo se utilizar seu perfil do twitter. Alguns serviços fornecem as métricas de acesso do seu conteúdo. Se são mais homens ou mulheres, a faixa etária, as postagens mais populares, etc. Estar de olho nesses números pode indicar como e porque as pessoas estão chegando até você.

Bom existem vários outros pontos a serem considerados caso você queria dar uma atenção maior para o marketing digital. Se você já tem um site mais movimentando pode receber por propaganda, parcerias, etc. Não pense que você está fora da jogada por que é educador físico. Olhe seu trabalho sob outros pontos de vista. Veja como ele é importante e sempre pense que outras pessoas podem estar procurando por alguém como você nesse exato momento!

O ponto principal de tudo é a qualidade das informações que você coloca e a seriedade com que leva a profissão. Esses são dois pontos que podem fazer você ganhar muito dinheiro ou ser mais um professor azul no meio da multidão azul do facebbok…

Tem alguma dica, lembrou de algum fato interessante, tem alguma história de um bom negócio que começou pela internet? Compartilhe conosco aqui embaixo na seção dos comentários!


6 coisas que você precisa saber depois da faculdade de Educação Física (a 5ª é a minha preferida)

Por Yuri Motoyama

Vamos imaginar um cenário onde a graduação em Educação Física é impecável e não apresenta nenhum ponto a ser melhorado. Nesse cenário, todos os interessados e aspirantes a profissão levam a faculdade a sério e são comprometidos. Imaginou?

Agora você, aquele aluno exemplar, pegou o seu diploma. E depois? O que fazer?

Faço uma especialização ou um mestrado? Entrego currículo ou me inscrevo em um concurso? Vou trabalhar com o que gosto ou continuo naquele lugar chato onde fiz estágio porquê é “mais garantido”?

Todos nós, que passamos por qualquer curso de graduação sabemos que o período que compreende a “faculdade” é mágico. Festas, amizades, um novo ambiente, novas pessoas, nosso primeiro contato com profissionais experientes e principalmente o fantástico universo de informações. Porém, você teve algum direcionamento sobre o que fazer depois da graduação?

Está terminando sua graduação ou já é formado, clique aqui e ouça as tendências para o mercado de trabalho em Educação Física (atualizado).

Considerando o tempo de experiência que tenho como educador físico, gostaria de deixar aqui algumas ideias que considero importantes para se ter em mente após a graduação:

  1. A graduação não vai te formar como o profissional que você imagina e sim vai te abrir as portas para você chegar lá. A grade curricular na faculdade de educação física é bem abrangente. Muitas vezes (como no meu caso) existem disciplinas nas quais você não tem tanto interesse, porém vai ter que aprender tudo sobre ela. Quando formado, terá condições de caminhar por todas essas áreas, porém vai precisar se dedicar muito nas áreas que tem interesse para se especializar.
  2. As pós-graduações não são um enfeite para o seu currículo. Conheci muitos professores que terminaram suas pós graduações para dizer: – Ufa! Consegui! Está aqui o meu pedaço de papel chamado diploma. Isso pode te garantir pontuação em uma prova de títulos para um concurso público. Entretanto, quem estuda para somente ter um pedaço de papel no final do curso pode correr o risco de se tonar um profissional desatualizado. As pós -graduações são (ou deveriam ser) a entrada para o mundo acadêmico – no qual não deveríamos nunca sair – e vão te mostrar os caminhos para conhecer mais sobre o tema que você escolheu.
  3. Quantas pós graduações são necessárias para que eu seja um bom profissional? Eu responderia 1 ou 50! Se você é uma pessoa que só estuda quando tem prova e tem preguiça para o autodidatismo eu recomendo que você nunca pare de fazer pós graduações. Se você tem a mente aberta e sabe da necessidade de ter acesso a conhecimentos novos constantemente, 1 pós graduação poderia te mostrar o caminho das pedras.
  4. Estudar ou trabalhar? Os DOIS! Não se esqueça que você é um profissional da saúde e não um historiador (até os que trabalham com o passado precisam se atualizar). Eu perco o sono quando vejo profissionais que estão trabalhando a anos a fio e nunca mais sentaram a bunda para estudar depois da graduação. Algum dia eu vou levar esses professores para aqueles dentistas de rua que tem na Índia e ver se eles querem ser atendidos por eles. Se você não gosta de estudar e só gosta de “dar aula” então você não entendeu bem a sua posição profissional. Como um professor meu diz: “A prática é a teoria em funcionamento!”
  5. Especialização ou Mestrado? Isso já é uma pergunta bem íntima, rs. Passei pelas duas fazes em períodos diferentes da minha vida. A especialização abriu minha cabeça para um monte de teorias e ideias. O mestrado me ensinou o que é ser apaixonado por uma coisa. Tanto um quanto o outro vão te deixar atualizado, porém a diferença que eu vejo é que a especialização muitas vezes te dá o peixe mais gostoso e o mestrado te mostra onde está a vara, como escolher a melhor isca e onde pescar os melhores peixes. Só um apaixonado por pescaria entraria nessa. (rs)
  6. Fazer o que gosto ou ganhar dinheiro com o que já tenho? Isso já é bem complicado e envolve uma coisa que não é sempre que temos: persistência. Conheço professores que contaram moedas, largaram muitas oportunidades e hoje estão felizes ganhando dinheiro com o que gostam. Conheço professores que utilizam a maior parte do seu tempo para ganhar dinheiro e o restante para sonhar com o trabalho dos seus sonhos. E conheço professores que NÃO sabem o que os faz profissionalmente felizes e por isso vivem reclamando e prestando um péssimo serviço a saúde das pessoas. Sabe aquele filme do Will Smith Em busca da Felicidade? Tem um capítulo do filme (da vida do protagonista) que se chama correria. Todo mundo que busca um sonho vai ter que passar por essa fase. Chuto dizer que quem ainda não chegou nessa fase está reclamando demais e fazendo de menos. Um teste rápido para analisar se o que você está fazendo é realmente o que te faz feliz basta pensar: “Se hoje fosse o meu último dia de vida, eu faria isso?”

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No final das contas tudo isso que conversamos aqui se trata de paixão. Entender sua posição como um profissional que precisa estudar constantemente para trazer qualidade de vida às pessoas sem comprometer sua saúde.

Soa como uma coisa séria e importante, não soa?

MAS É!

Agora, nada melhor que assistir o vídeo de uma das grandes mentes desse século dizendo o que ele pensa a respeito disso.



Você tem um ídolo profissional? Até que ponto isso é bom?

Por Yuri Motoyama

Durante a nossa vida encontramos várias pessoas que acabam marcando sua passagem com algum ponto admirável. Na nossa vida profissional isso também acontece. Sabe aquele professor da faculdade que faz você pirar na aula de fisiologia? Sabe aquele professor da academia que você treina que é um exemplo de profissionalismo? Sabe aquele nutricionista que passa toda segurança do mundo durante a consulta? Sabe aquele palestrante que faz você sair do evento querendo mudar o mundo? Sabe aquele texto que você lê na internet que faz você procurar o autor e curtir ele no facebook?

Então, é isso que eu estou falando…

Eu também tenho meus ídolos profissionais, porém a minha postura mudou um pouco como passar do tempo. Nessa relação fã e ídolo tem um ponto muito perigoso que eu chamo de fanatismo. Para mim o fanatismo não é quando você persegue o seu ídolo, quer tirar foto com ele ou quer um autógrafo dele em um livro. Isso é admiração e eu também tenho meus momentos como admirador. O problema é quando o fanatismo apaga um dos principais pontos de um bom profissional: o senso crítico!

Durante minha graduação tive professores que idolatrei tanto que se eles me falassem que andar de quatro na esteira ergométrica era bom eu ia prescrever para meus alunos (rs)! Percebeu onde mora o perigo? Existe uma grande diferença entre a ciência e a religião (espero que os religiosos não encarem isso como uma ofensa), na ciência você tem que estar aberto a criticas, duvidas e questionamentos enquanto na religião boa parte do caminho é através da fé e aceitação. Durante minha graduação eu não ousaria questionar meu ídolo, mesmo que eu tivesse lido alguma coisa diferente da que ele estava ensinando. Eu tinha fé total no que ele falava. Conheço um excelente profissional que durante um congresso (lotado de pesquisadores) questionou um dado apresentado por um renomado cientista. Sabe o que aconteceu? Os “seguidores” dele, pseudo-cientistas ficaram indignados e olharam torto para ele.

Percebeu onde eu quero chegar? Se você quer ser um bom profissional, seja de qualquer área não tenha fé! Tenha criticas! Tenha sempre um pé atrás quando receber uma informação! Sabe por que? Porque só assim você abre sua mente para um mundo onde o conhecimento não tem limites. Uma pessoa não vai ser um “ponto final” do seu conhecimento e sim uma “interrogação”. Brinco com a frase “a interrogação é uma porta enquanto a exclamação é uma parece” (essa vou patentear, rs). Somos criados sob um sistema de controle de massas muito bem organizado, onde o “sistema” quer e precisa de pessoas que abaixem a cabeça e digam: Sim senhor! Correto senhor!

Agora, o patinho feio é aquele aluno que está no meio de uma aula onde o povo está de pé aplaudindo com suor nos olhos, ele levanta a mão e diz: eu não concordo com isso professor, eu já li uma coisa diferente em outro lugar.

Se você acha isso um absurdo, se tem um colega seu que é assim (questionador) e acha ele um chato porque ele pergunta uma coisa bem no final da aula e você quer ir embora. Então te convido a pesquisar e procurar o “sistema” de controle de massas.

Se você é o cara critico e questionador, parabéns! Não perca essa qualidade, não deixe que a massa (que vai olhar torto para você) apague essa característica sua. Eu tenho certeza que você vai fazer a diferença!

Apresentação1Ah, e sabe aquele ídolo profissional que você pensou no começo do texto? Aquele cara você aplaude de pé e assovia! Então, ele também não fazia parte da massa. Coloco minha mão no fogo que ele era o “chato da turma”.