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Podcast Drops #10 – Posso controlar meu treino pelo Smartphone?

Olá pessoas, hoje nós vamos falar sobre o uso do Smartphone para controlar o treinamento. E ai, será que dá certo? Podemos confiar nessa ferramenta que está tão presente no nosso cotidiano para realizar mais essa tarefa? Apresentamos para vocês aqui o fantástico aplicativo HRV4Training, uma forma alternativa e interessante para fazer isso, a variabilidade de frequência cardíaca. Não está entendendo nada?
Escuta ai para tirar essa dúvida!

Se gostou do episódio divulga pra um amigo ou amiga!

CLIQUE AQUI para ver o site do HRV4TRAINING

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Referencia

PLEWS, Daniel J. et al. Comparison of Heart-Rate-Variability Recording With Smartphone Photoplethysmography, Polar H7 Chest Strap, and Electrocardiography. International journal of sports physiology and performance, v. 12, n. 10, p. 1324-1328, 2017.

Por uma Educação além do Físico: relatos de um estagiário

Escrito por: Carlos Átila Lima dos Santos (Aluno do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Ceará – 3º semestre)
Orientação e revisão: Renêe de Caldas Honorato

Já tirou onda com o carinha ou menininha que não sabia jogar nada nas aulas? Não quis participar com medo de algum menino te machucar? Já ficou com raiva porque alguma menina queria participar do rachão e só iria atrapalhar? Pois é, pode acreditar, parece que tudo isso faz você se recordar de como foram as suas aulas de Educação Física não é mesmo? Infelizmente, apesar de estarmos em tempos mais “modernos”, as coisas ainda não mudaram muito nessas aulas.

Ai você se pergunta: “Como assim, faz 10 anos (20, 30…) que sai do Ensino Médio e as coisas continuam assim?”. É duro de ouvir, mas essas situações que vão de uma simples brincadeira para algo mais sério, como o bullying, ainda são comuns e remam contra a maré da enxurrada de informações que vemos ser veiculadas hoje na grande mídia. Será que a culpa é apenas dos alunos, que escutam falar na televisão sobre o tal do bullying ser algo ruim, mas mesmo assim continuam praticando? Será que eles realmente entendem a mensagem de tudo que é empurrado guela abaixo neles?

Inúmeras situações acontecem diariamente nas aulas de Educação Física escolar, cenário de diversos pontos positivos, mas que também não é difícil de se enxergar falas e atitudes no mínimo desagradáveis. O público das escolas é diversificado, principalmente na escola em que sou estagiário, então há uma variedade de cor, raça, classe social, religião e gênero, e é vantajoso para nós (futuros) professores ter uma vivência como essa, por fazer com que possamos ter uma possibilidade de aprender com essa mistura que o nosso Brasil proporciona.

No começo eu fiquei bastante assustado em ter que encarar alunos que tinham quase a minha idade, 19 anos, ou mais que ela (Já imaginou!? Eu ia nem ter voz em sala de aula por ser da idade deles). Entretanto, a minha maior surpresa foi enxergar a forma como os alunos se tratavam, pois com pouco tempo em sala de aula presenciei situações que, de alguma forma, eram agressivas, mas não porque houveram trocas de golpes físicos, mas por ferir muitos dos valores que em nossa sociedade acreditamos, divulgamos e que deveriam ser algo compreendido por todos.

 “Professor, o senhor fica deixando as meninas acabar com o nosso racha, elas eram pra varrer a quadra e não jogar com a gente…”

Fonte: Fala de um aluno dita dentro de quadra.

Essa fala que mencionei foi a que me deixou mais preocupado, apesar de outras falas dos alunos serem tão bárbaras quanto essa (Inclusive com apelo sexual), e é possível enxergar uma carga enorme de traços culturais de violência contra a mulher por dentro dessa fala preconceituosa, e com isso, a escola parece cada vez mais se tornar um local onde a “virilidade masculina” e a feminilidade são testadas ao extremo. Parece até absurdo, mas o fato de uma menina afirmar que vai entrar em quadra para jogar futsal é aterrorizante, mas por quê? Porque parece que mesmo sem razão específica, alguns meninos entendem que uma menina não deveria estar envolvida em um local de predominância masculina, ou praticar esportes que tenham contato demais.

Perdi a conta das vezes que chamei as meninas para participarem das aulas e elas ficavam em grupinhos, no celular e explicando que não poderiam participar pois estavam no período menstrual (Mesmo sendo uma justificativa válida, algumas meninas usavam esse mesmo discurso em todas as aulas, o que provava que a menstruação era apenas uma desculpa e não o real problema). O próprio ambiente escolar parece ser formado de espaços delimitados pelos gêneros: a quadra para os meninos e os pátios e corredores para as meninas, só nesses espaços que os diferentes corpos ganham sentido socialmente, eles têm marcas dessa cultura que os produziram¹.

Parece que eu torço só pelas meninas e os meninos que são os malvados das histórias todas, né? Mas não é isso, com certeza algumas meninas agem com preconceito com os meninos em certas situações, se o menino não jogar futsal elas já associam ele a um cara que não se encaixa no padrão dos outros meninos sendo que simplesmente ele somente pode não se sentir à vontade, não gostar da modalidade, não saber jogá-la.

Mas por que existe uma rigidez tão grande destes padrões? Por que isto não é um assunto curricular? O brincar, o fazer e o praticar eram para ser algo livre sem um padrão, esse reflexo da sociedade é para ser debatido, não somente na escola, mas na formação dos profissionais de Educação em geral.

O trabalho de professor é algo fluido e mutável, todo dia surge uma problemática nova dentro da escola, e apesar de entender que não se pode preparar os professores para tudo que vai acontecer dentro da prática na escola, algumas questões estão bem presentes no contexto escolar a um bom tempo (gênero, sexualidade, racismo, bullying). Estas situações aprisionam o aluno em um mundo cheio de barreiras sociais que buscam ditar o seu comportamento, e sua vivência corporal, limitando suas experiências e fazendo com que a prática corporal muitas vezes seja algo obrigatório e enfadonho

A mensagem que quero passar é que trabalhar estas temáticas faz parte da construção pessoal do aluno e da aluna, a escola tem que ser um local político, e palco de discussões desse tipo. Infelizmente os cursos de graduação das Universidades públicas do Ceará ainda não abordam nos cursos de Educação Física uma disciplina/conteúdo específica apenas sobre esses temas apresentados²,³. Entretanto, este fator não nos impede de buscar cursos e materiais que inspirem essa formação continuada e que mantenhamos a compreensão a respeito do(s) assuntos em questão, pois o desconhecimento de como tratar essas questões acaba por piorar o dia-a-dia da escola e principalmente nas aulas de Educação Física.

O direito de liberdade de expressão é algo fundamental que deve ser visualizado nisto tudo, para que todo esse panorama seja discutido na escola e na formação do próprio professor, é preciso descontruir essa visão preconceituosa e fazer com que o próprio ambiente escolar seja um espaço de conhecimento e não somente de doutrinação.

Referencia

¹LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. O Corpo Educado: Pedagogias da Sexualidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. 127p.

²https://si3.ufc.br/sigaa/public/curso/curriculo.jsf

³http://www.uece.br/uece/index.php/graduacao/presenciais

Podcast #79 – Ultimate Bullshit Championship – UBC 2017

Olá pessoas! E para o último podcast do ano vamos trazer um conteúdo sujo! Um conteúdo tenso! Um conteúdo de baixo calão! Nesse podcast você vai ouvir a primeira edição do ULTIMATE BULLSHIT CHAMPIONSHIP, a competição que  vai eleger a maior besteira proferida na Educação Física em 2017. Além de você ficar conhecendo a maior besteira desse ano, você vai nos ajudar a policiar essa internet de Zeus para que nunca mais essa besteira volte a ser falada novamente. Ficou curioso para saber qual é? Dê um play e se divirta!

Ahhh e não se esqueça de nos marcar quando ouvir alguma besteira em 2018 para escalarmos o próximo time para podcast do UBC 2018!

Nesse programa contamos com a presença do nosso time quase completo, faltando apenas no Jandoza. Como é um podcast de encerramento de temporada gostaríamos de agradecer muito a todos nossos ouvintes e todas as amizades que fizemos através do #quatrode15. Sem vocês não teria nada disso…

Muito obrigado, um bom ano para todos e nunca mais voltemos a falar que … (censurado).

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Podcast #78 – Gravidez e Exercício

Olá pessoas, preparados para mais um podcast?!

Vamos para mais um tema muito especial, pois, para falar sobre gravidez e exercício tivemos a ajuda dos nossos queridos ouvintes e das professoras Bianca Santana e Vânia Reis que contaram um pouco de como foram seus treinamentos durante a gestação. Para esse podcast temos os professores Renêe Caldas, Gilmar Esteves e Yuri Motoyama conduzindo o bate papo. Sente-se confortavelmente, ajuste o volume porque nesse programa vamos falar um pouco sobre:

  • Como andam as pesquisas na área de gravidez e exercício?
  • Quais os mitos do treinamento para gestantes?
  • Existem perigos e contraindicações?
  • O exercício supervisionado pode trazer benefícios para gestação?

Gostaríamos de agradecer em especial aos ouvintes que mandaram as perguntas que foram utilizadas na pauta: André Itami; Michele Godoy; Camila Gianoni; Junior Santos; Daiana Almenta (GNH podcast); Edson Torres; Helena Romaneli; Andresa Pontes; João Carlos de Oliveira; Paloma Araújo; Carlos Mazzochi; Mirtes Santos; Karen Pereira; Eduardo Assenza; Matheus Mazoti; Miguel Wagner e Jonathan Chava.

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Referencias

COLLINGS, Catherine A.; CURET, Luis B.; MULLIN, John P. Maternal and fetal responses to a maternal aerobic exercise program. American journal of obstetrics and gynecology, v. 145, n. 6, p. 702-707, 1983.

BARAKAT, Ruben et al. Exercise during pregnancy. A narrative review asking: what do we know?. Br J Sports Med, p. bjsports-2015-094756, 2015.

BARAKAT, Ruben et al. A program of exercise throughout pregnancy. Is it safe to mother and newborn?. American journal of health promotion, v. 29, n. 1, p. 2-8, 2014.

HALE, Ralph W.; MILNE, Leslie. The elite athlete and exercise in pregnancy. In: Seminars in perinatology. WB Saunders, 1996. p. 277-284.

MCDONALD, Samantha M. et al. Does dose matter in reducing gestational weight gain in exercise interventions? A systematic review of literature. Journal of science and medicine in sport, v. 19, n. 4, p. 323-335, 2016.

MOTTOLA, Michelle F.; ARTAL, Raul. Fetal and maternal metabolic responses to exercise during pregnancy. Early human development, v. 94, p. 33-41, 2016.

PERALES, María et al. Maternal Cardiac Adaptations to a Physical Exercise Program during Pregnancy. Medicine and science in sports and exercise, v. 48, n. 5, p. 896-906, 2016.

SANTOS, Caroline Mombaque dos et al. Effect of maternal exercises on biophysical fetal and maternal parameters: a transversal study. Einstein (São Paulo), v. 14, n. 4, p. 455-460, 2016.

WING, Cary H.; STANNARD, Alicja B. Pregnancy and Exercise Guidelines: Fifty Years Makes a Difference. ACSM’s Health & Fitness Journal, v. 20, n. 2, p. 4-6, 2016.

WIDEN, E. M.; GALLAGHER, D. Body composition changes in pregnancy: measurement, predictors and outcomes. European journal of clinical nutrition, v. 68, n. 6, p. 643-652, 2014.

 

Podcast #77 – DNA (Discussão, notícias e atualidade)

Olá pessoas!

Nesse podcast no formato Drops vamos conversar bater um papo com nossos ouvintes que nos mandaram mensagens (adoramos isso! Sempre que puder nos escrevam). Um abraço para quem entrou em contato conosco:

  • Sandro Contes;
  • Emanoel Brito;
  • Renan Alves;
  • Ana Andrade;
  • Marcos Sales;
  • Concursando CP (qual será o nome dele? rs)

Vamos trazer algumas notícias que achamos interessantes pela internet:

  1. Aposentadoria especial para professores de Educação Física?
  2. Mercado “fitness” e longevidade aumentam a procura pela carreira de Educação Física;
  3. Espetáculo mostra como dança ajuda a lutar contra a depressão;

E vamos discutir dois artigos (um deles é no mínimo curioso):

  1. Efeito do volume do treinamento de força na hipertrofia dos membros superiores: mais é melhor que menos?
  2. Gasto energético em atividade sexual em adultos jovens;

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