Treinamento Concorrente: correr, levantar peso ou fazer os dois? Parte 3/3

Por Yuri Motoyama

Agora vamos falar sobre os resultados propriamente ditos sobre o treinamento concorrente.

Para quem entrou no bonde agora, só vai sentar na janelinha se ler o post 1 e o post 2 que é a introdução do tema. Estamos acompanhando um artigo (uma meta-análise) sobre treinamento concorrente e estamos indo no estilo jack estripador. Rs

Nessa figura podemos ver a comparação entre treinamento concorrente com corrida (musculação + corrida), treinamento concorrente com ciclismo (musculação + ciclismo) e treinamento de força sozinho (musculação).

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Hipertrofia e Força Muscular

Quando se trata de hipertrofia e força vemos uma vantagem no treinamento de força quando praticado sozinho (sem adição do treino de endurance). Os dados são apresentados apenas com os resultados dos membros inferiores, porém quando comparadas a força e a hipertrofia de membros superiores e inferiores os resultados são os mesmos. Então se o objetivo é simplesmente a hipertrofia e/ou força a musculação (obviamente) é a melhor pedida.

Potência muscular

Poucos trabalhos apresentados nessa meta-análise avaliaram a potência muscular de forma imediata. Olhando a figura vemos que não existe diferença estatística entre a potência nos 3 tipos de condições.

VO2max

O consumo máximo de oxigênio foi superior ao treino de força tanto no concorrente corrida quando no concorrente ciclismo. Como era de se esperar as adaptações específicas do treinamento de endurance apresentaram melhores resultados que o treinamento de força por si só.

Gordura Corporal

Também não houve diferenças no tamanho do efeito quando comparados os dados de redução de gordura corporal

Observando os dados desse trabalho, vemos que existem vantagens no treinamento concorrente quando trabalhamos não apenas buscando um resultado específico. Podemos melhorar a força, hipertrofia e nosso consumo de oxiênio que é o objetivo de muitos praticantes de grupos de treinamento que buscam saúde. Claro que tudo precisa ser bem periodizado e sempre ser acompanhado por um profissional competente (que saiba distribuir as cargas do treinamento).

No próximo e ultimo post sobre o artigo vamos discutir esses resultados. Mas já podemos quebrar alguns paradigmas a respeito do treinamento concorrente!

Abraços e até a próxima!


Referências

Wilson, Jacob M., et al. “Concurrent training: a meta-analysis examining interference of aerobic and resistance exercises.” The Journal of Strength & Conditioning Research 26.8 (2012): 2293-2307.

  • Yuri Motoyama

    ok

  • Fabio Rocha de Lima

    Parabéns pelo post Yuri! Já peguei todos artigos citados…rsrs…

    Gosto também de dois artigos que considero “clássicos” quanto ao treinamento concorrente:

    Docherty e Sporer (2000). A Proposed Model for Examining the Interference Phenomenon between Concurrent Aerobic and Strength Training.

    Coffey e Hawley (2007). The Molecular Bases of Training Adaptation.

    Claro que devemos ler esses e outros estudos sempre com o nosso “senso crítico” ligado, para garantir um melhor aprendizado nesse e em outros temas.

    Abraços

    • Yuri Motoyama

      Opa! Valeu pelas indicações!
      Nosso domingo acabou virando o dia de leitura de artigos! kkkkkkk
      Abraço chefe!

      • Fabio Rocha de Lima

        Né…kkkkkkk…