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Podcast Drops #05 – Tem como perder somente a gordura localizada?

Olá pessoas!

Nesse nosso próximo podcast no formato de Drops vamos abordar um tema que faz muitas pessoas usarem mal o tempo de treino na academia. Quem já não viu algum aluno isolado lá no cantinho fazendo 30 minutos de abdominal esperando que isso elimine a gordura da região?

Então para você que não quer perder mais tempo, ouça essa explicação rápida do professor Fábio Rocha e fique com a consciência tranquila caso você não tenha tempo para fazer meia hora de abdominal todos os dias…

Referencias

RAMÍREZ-CAMPILLO, Rodrigo et al. Regional fat changes induced by localized muscle endurance resistance training. The Journal of Strength & Conditioning Research, v. 27, n. 8, p. 2219-2224, 2013.

STALLKNECHT, Bente; DELA, Flemming; HELGE, Jørn Wulff. Are blood flow and lipolysis in subcutaneous adipose tissue influenced by contractions in adjacent muscles in humans?. American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism, v. 292, n. 2, p. E394-E399, 2007.

VISPUTE, Sachin S. et al. The effect of abdominal exercise on abdominal fat. The Journal of Strength & Conditioning Research, v. 25, n. 9, p. 2559-2564, 2011.

Podcast #66 – Entrevista com a Bióloga Dra. Rosemari Otton – Fisiologia da Obesidade

Olá pessoas!

Voltamos de férias cheios de energia e novidades! Atendendo a pedidos vamos trazer mais pesquisadores da área da saúde para que vocês conheçam. E nesse podcast vamos apresentar a bióloga professora Dra. Rosemari Otton que vai bater um papo super gostoso e informativo sobre obesidade! Todos que estão ligado à área da saúde sabem da importância de se conhecer cada vez mais essa doença que aumenta de maneira desproporcional.

Nesse episódio temos a participação dos professores Yuri Motoyama e Fábio Rocha. Ouça e conheça um pouco da história da professora, aprenda muito sobre a fisiologia da obesidade, os tipos de gordura que temos no corpo,  as pesquisas com administração de estrato de chá-verde do seu grupo de pesquisa e muito mais!

Para melhorar a experiência do podcast ouça com fones de ouvido, em um local tranquilo e compartilhe com seus amigos que gostam de aprender!!

Links citados no Podcast

Página do laboratório de pesquisas sobre obesidade conduzido pela professora Rosemari;

Podcast #58 entrevista sobre psicologia da obesidade;

Link para responder nossa pesquisa de preferência;

Link para responder nosso questionário sobre Pokémon Go;

Link para a página do Laboratório de Pesquisa coordenado pela professora Rosemari;

 

 

Podcast #58 – Cultivando bons hábitos para emagrecer: entrevista com a Psicóloga Dra. Mara Lofrano

Olá pessoas!

Mara lofranoNesse podcast vou conversar com a psicóloga Dra. Mara Lofrano do canal Emagrecimento Sustentável.  Entenda como nos condicionamos diariamente e muitas vezes de forma a criar comportamentos prejudiciais a nossa saúde. Você que pensa em emagrecer somente se matriculando na academia ou fazendo a dieta milagrosa que está na capa da revista precisa ouvir esse podcast! Como toda mudança na vida, emagrecer começa de dentro. Começa lá na sua mente…

Links citados no programa

Canal do Youtube da Mara Lofrano;

Fanpage Emagrecimento Sustentável;

Instagram @Maralofrano;

Podcast #56 – DNA

Olá pessoas!

Nesse podcast contamos com a participação de Yuri Motoyama e Jean Silvestre para mais um episódio de DNA. Lembrando que esse formato é um tipo de “audio-jornal” sobre o que está rolando na área da saúde. No primeiro bloco de Discussão leremos os comentários enviados de Gustavo Brunello, Thiago Fasolo, Silas Pereira, Raniel Nascimento e Ítalo Bruno. Seguindo para às Notícias vamos comentar sobre o programa lançado no fantástico “Ideal pra você” e sobre as milagrosas cápsulas emagrecedoras! (uauuuu!) No último bloco de Atualidades vamos trazer uma meta-análise sobre o consumo de carboidratos da forma de grãos íntegros (alimentos integrais) muito interessante.

Então já deixe reservado um espaço na memória do seu player e não se esqueça de participar entrando em contato conosco principalmente aqui pelos comentários do site!

Links citados no podcast

Artigo sobre vácuo abdominal;

As fraudulentas cápsulas emagrecedoras;

Meta-análise:  Whole grain consumption and risk of cardiovascular disease, cancer, and all cause and cause specific mortality: systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies;

Programa Ideal pra você do fantástico:

 

Shakes para emagrecimento: bom para quem compra ou para quem vende? – Parte 2

Olá Pessoas!

Hoje daremos continuidade na temática: Shakes para perda de peso. (para você que não leu o primeiro post, clique aqui).  O post de hoje aborda a segunda “frente” em que os shakes causam redução de peso e, consequentemente, deixam as pessoas felizes ao subir na balança: a redução de glicogênio hepático e muscular!

Mas como os shakes para emagrecimento podem causar alterações no meu fígado e músculos?

Vamos entender melhor nesse exemplo: Certo dia Mariazinha decidiu que queria realizar mudanças em sua vida, estava com sobrepeso e incomodada com a sua situação. Uma amiga, então, a recomenda os shakes emagrecedores superpotentes, com a promessa de perder 15kg em 2 semanas!! Oras, como já diz o ditado “em terra de cego, quem tem um olho é rei!”. Mariazinha então chega ao “espaço emagrecedor” e recebe algumas opções de consumo, dentre elas estão: 1) Consumo de chás (preto, verde, etc); 2) Consumo de termogênicos e 3) Consumo de Shakes proteicos.

Mariazinha foi então instruída pela blogueira fitness para substituir duas refeições principais pelo super shake (Nem vou discutir a fundo a problematização de categorizar algumas refeições como principais e outras não, sendo que todas tem igual importância) e nos outros horários fazer a ingestão de chás (o post 1 explica o efeito adverso desse consumo de chás).

Vamos aos cálculos então: Mariazinha escolheu substituir o almoço e o jantar pelo shake superpoderoso, então tanto no almoço quanto no jantar teve um consumo de 210 kcal. Mas como a ideia do post não é somente discutir calorias e sim NUTRIÇÃO vamos detalhar esse consumo colocando a tabela nutricional da refeição da Mariazinha (tanto no almoço quanto no jantar).

shakes tabela nutricional

Observem que destaquei alguns pontos, é exatamente neles que iremos focar:

  • Calorias: o “almoço e jantar” de Mariazinha agora têm 210 kcal cada, o que representa ao longo do dia uma diminuição de 780 kcal!! NÃO É FANTÁSTICO?! MARIAZINHA CONSOME OS SHAKES E DIMINUI 780 kcal EM SEU DIA SOMENTE CONTANDO ESSAS REFEIÇÕES! No site da empresa eles explicam que uma refeição principal tem em média 600 kcal, ou seja: 610 – 210 kcal = saldo negativo de 390 kcal, isso multiplicado por almoço e jantar = 780 kcal, entenderam o cálculo? (1). Vou pedir para guardarem essa informação sobre déficit energético exacerbado pois será tema do próximo post, no qual vou mostrar a relação com a secreção hormonal ok ?!
  • Carboidratos e Proteínas: Mariazinha teve, além de um consumo energético extremamente baixo, um consumo de carboidratos baixo, deixando seus estoques de glicogênio baixo, consequentemente ela perdeu água junto (lembrem-se que cada grama de carboidrato estocado contém 2,4g de água), resultado disso? Peso a menos na balança! Mas isso não significa que ela oxidou gorduras hein ?! Não confundam!!

Mas não bastasse isso, tem um detalhe mais importante: a qualidade desses dois macronutrientes!! E para explicar a qualidade, nada melhor que a boa e velha lista de ingredientes não ?!

shakes tabela nutricional1

Reparem que o shake contém como primeiros ingredientes a proteína isolada de soja e a frutose. Oras, agora você virou vegetariana(o) e não sabia!!! É isso mesmo!!!! Diariamente você está substituindo uma proteína animal de alto valor biológico (rica em aminoácidos que seu corpo não consegue produzir) por uma proteína vegetal com um valor biológico inferior! Em um estudo de 2012, Louise Burke (uma das maiores cientistas na área esportiva) e colaboradores demonstraram a diferença em relação ao valor biológico do consumo de alimentos sólidos (carnes e ovos) com uma bebida contendo “proteína” de soja (2). Não bastasse a qualidade da proteína, ainda temos a diferença no tempo de saciedade entre uma refeição sólida x líquida, no qual a primeira vai ter um tempo de esvaziamento gástrico menor, consequentemente causando uma maior saciedade (3, 4, 5). Ainda temos a diferença dos micronutrientes e a biodisponibilidade deles nas refeições (mas isso vou pedir para esperarem que será tema de próximos posts sobre os shakes)

E por último temos o carboidrato do shake: frutose! (em maior concentração do que a fibra de aveia, por exemplo). Podemos notar que a quantidade de fibras é muito baixa, pois na tabela nutricional está marcado como 2,5g. Fiz um cálculo de uma refeição bem “simples” em um programa de cálculo nutricional, esta refeição conta com: 1 colher de arroz integral + 1 concha de feijão carioca + 1 filé de frango grelhado médio + 2 colheres de sopa de chuchu cozido + alface e tomate + 1 colher de sopa de azeite extra virgem (Nada difícil né ?! Refeição bem simples de se elaborar)… Adivinhem qual a quantidade de calorias da refeição? 400 kcal! E mais: 8,6g de Fibras!! Sem contar a quantidade proteica bem maior, causando uma maior saciedade e fazendo com que você não sinta vontade de atacar a geladeira por um tempo maior. Entenderam a diferença? Além do mais, o shake é líquido. A probabilidade de você ingerir toda aquela frutose e essa quantidade de carboidratos simples ser armazenado em tecido adiposo é alto devido ao pico de insulina que isso irá acarretar!!

Agora reflitam em tudo que acabaram de ler e me respondam: Pensar nutricionalmente em uma refeição é fácil?? Será que um simples shake atende mesmo às demandas do nosso corpo?

No próximo post iremos discutir mais aprofundado o déficit energético exacerbado e as complicações que isso gera em nosso metabolismo.

Abraços Pessoal!

Facebook: Jean Silvestre

Instagram: @nutrijeansilvestre

Email: j.csilvestre@yahoo.com.br

Referência

1 – Empresa promotora de shakes.

2 – BURKE, L. M. et al. Effetcs of intake of different dietary protein sources on plasma amino acid profiles at rest and after exercise. Sports Nutrition and Exercise Metabolism, v. 22, p. 452-62, 2012.

3 – TIEKEN, S. M. et al. Effects of solid versus liquid meal-replacement products of similar energy content on hunger, satiety, and appetite-regulating hormones in older adults. Horm. Metab. Res., v. 39, n. 5, p. 389-94, 2007.

4 – PAN, A.; HU, F. B. Effects of carbohydrates on satiety: differences between liquid and solid food, v. 14, n. 4, p. 385-90, 2011.

5 – STULL, A. J. et al. Liquid and solid meal replacement products differentially affect potprandial appetite and food intake in older adults. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, v. 108, n. 7, p. 1226-30, 2008.